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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Árbitro brasileiro afirma que colega reconheceu erro ao punir Esquiva na final olímpica

Da esquerda para direita: Ryōta Murata, Mariusz Gorny e Esquiva Falcão / (foto: Reuters)

O árbitro brasileiro Jones Kennedy, presente nos Jogos de Londres 2012, revelou aos repórter Matheus Tibúrcio e Raphael Andriolo que o colega polonês Mariusz Gorny reconheceu após o encerramento participação ativa na derrota do boxeador capixaba Esquiva Falcão na final dos pesos-médios (75 kg) para o japonês Ryōta Murata. Gorny não acreditava que o brasileiro seria tão prejudicado pela penalidade, entretanto com os dois pontos adicionados, Murata levou o combate por 14 a 13 e ficou com o ouro.

"Kennedy, porém, não acredita que a punição foi um erro, mas sim uma precipitação", aponta a matéria. Para o árbitro brasileiro Gorny também teria de ter aplicado pena a Murata, o mesmo também clinchava demasiadamente, outra avaliação de Kennedy é que o colega deveria deixar o combate terminar, faltava apenas um minuto.

A AIBA (Associação Internacional de Boxe Amador) faz um ranking de seus árbitros e Gorny caiu em conceito após o erro cometido na final dos médios. Profissional com mais de 25 anos sai da 3ª posição para 9ª. Jones Kennedy agora é o 3º da entidade.

Esquiva saiu contente com a inédita medalha de prata do Brasil, não concordou com a decisão, mas perdoou o árbitro. Seu irmão Yamaguchi Falcão, peso meio-pesado (81 kg) e a peso leve (60 kg) baiana Adriana Araújo faturaram bronze em Londres.

Fonte: Globo Esporte.com.br

terça-feira, 24 de julho de 2012

Entrevista com o árbitro Jones Kennedy

Jones Kennedy / (foto: reprodução)

O árbitro Jones Kennedy conseguiu um feito inédito para o boxe brasileiro, será o primeiro do país a mediar combates em Jogos Olímpicos e foi selecionado para participar em Londres 2012. Sua participação como árbitro no Mundial de Azerbaijão do ano passado foi o cartão de entrada para o seleto grupo.

Assediado pelo UFC e também pela Federação Britânica de Boxe, Kennedy se mantém firme em seus valores e também na defesa da nobre arte como esporte amador, inclusive já calçou lutas em 1979. Em entrevista ao Córner do Leão fala dessas experiência e da sensação de ser pioneiro.

Antes de decidir ser árbitro você tentou ser boxeador. Conte como foi esta experiência:

Sim, cheguei a estrear. no boxe porém vi que como atleta seria muito difícil chegar a uma olimpíada.

Fale do processo de seleção para ser árbitro em Londres 2012:

Quanto ao processo de seleção da arbitragem posso dizer que é muito concorrido e tem muita pressão. Nós como árbitros não podemos errar se não automaticamente estaremos fora.

O que isto representa ao boxe brasileiro?

Isso é um orgulho pra mim e principalmente para o meu Brasil que pela primeira vez na história de seu boxe tem um árbitro atuando em uma Olimpíada. Isto é um orgulho para mim para meu Estado (Pará) e principalmente para o Brasil.

Em algum momento se sentiu intimidado durante a arbitragem fosse por atleta ou autoridade esportiva e/ou política?

Eu sempre procurei me concentrar muito antes de meus combates creio que por isso sempre trabalhei com muita segurança. A acima de tudo isto estou com Deus sempre me conduzindo, sou muito religioso e agradeço sempre a Deus por ter chegado onde cheguei. 

Como foi o convite da Federação Britânica de Boxe para jantar?

Na realidade os convites para nos árbitros sempre irá ter, somos muito assediados por nossa posição e teremos que sempre sermos seguros dos nossos ideais.

Como é visto o árbitro brasileiro pelos órgãos internacionais?

Hoje a arbitragem brasileira e vista com muito respeito pelos resultados excelentes que tivemos em competições internacionais e isso prova o alto nível da arbitragem no cenário internacional.

Jones Kennedy / (foto: reprodução)