segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

David Haye abre temporada de caça aos Klitschkos

David Haye afirma ter um compromisso com o campeão dos pesados da WBC Vitali Klitschko no mês de Junho em Londres.


Foto: David Haye com a cabeça de Wladimir Klitschko - Men's Health


O ex-rei dos cruzadores David Haye (22-1, 21 KO’s) afirma que um acordo para lutar contra Vitali Klitschko (36 – 2, 35 KO’s) após a defesa dos cinturões da IBF e WBO em poder do irmão do ucraniano, Wladimir Klitschko (52 – 3, 46 KO’s) ao nocautear no sétimo round Hasim Rahman (45 – 7 – 2, 36 KO’s) no sábado.

“Eu fui a Alemanha assistir Wladimir Klitschko entediar todos até o sono com seu jab”, relatou Haye à rádio BBC Sunday. “Está tudo confirmado, é só por os pingos nos “i’s” e colocar o ponto final”.

“Nós nos sentamos e conversamos sobre cifras que ambos lados concordassem. Não há politicagem de boxe envolvida. Claro e simples, assim como deveria ser o esporte”. Afirma o pugilista do Reino Unido.

Entretanto, Klitschko deve fazer uma defesa obrigatória contra o desafiante Juan Carlos Gomez (44 - 1, 35 KO's) de Cuba. O campeão da WBC não comentou sobre nenhum dos combates.

Haye declarou ao site Telegraph.co.uk que está muito próximo de Lennox Lewis – o ex-campeão foi o único a vencer Vitali por nocaute técnico – e seu compatriota não está impressionado com a vitória de Wladimir sobre Rahman tanto que acredita em uma vitória de Haye sobre o Klitschko caçula por nocaute.

“Lennox já treinou comigo antes, me viu fazendo sparring, ele sabe que sou pra valer. Eu vou aproximá-lo de mim como um conselheiro. Ele enfrentou Vitali e sabe o que funciona e se há alguém para me dar conselhos sobre estratégia é Lennox. Talvez eu vá a América onde ele está morando. Eu tenho 6 meses, é um bom tempo para me preparar, então porque não ir?”, relata Haye.

“Era pra ter sido contra Wladimir (o futuro combate) até minha luta contra Barrett. Mas Vitali estava sentado próximo ao ringue em minha vitória e eu acho que ele viu um lado meu com o qual seu irmão não deveria se envolver”. Haye em se apresentou na categoria máxima em sua última luta onde nocauteou Monte Barrett (34 – 7, 20 KO’s). Em uma edição da revista Men’s Health de seu país, aparece com a cabeça de Wladimir Klitschko.

“É difícil descrever meus sentimentos no momento. Lá está David Haye na foto rindo com a cabeça do meu irmão. Eu procurei David e disse que foi muito desrespeitoso e que passou dos limites. Ele deve pagar por essa foto. Dessa vez entrarei no ringue com o coração gelado”, declarou Vitali ao mesmo site.

Em seu último combate Vitali Klitschko também conhecido como Dr. Ironfist superou o potente, porém lerdo nigeriano Samuel Peter (30 – 2, 23 KO’s) ex-detentor da coroa dos pesados da World Boxing Council.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Wladimir Klitschko nocauteia em defesa de cinturões


Rahman após ser derrubado por Wladimir - Ronald Wittek/EFE

A vítima Hasim Rahman foi um alvo fácil.

Na noite de ontem na Alemanha, na cidade de Mannheim, Wladimir Klistchko nocauteou Hasim Rahman no sétimo round na Arena SAP para manter os boldriés da World Boxing Organization e International Boxing Federation.

Klitschko acertou o mais baixo, velho e pesado Rahman a sua vontade e após desferir uma combinação tripla de esquerda-direita-esquerda contra o americano no córner, o árbitro Tony Weeks entrou no meio para encerrar a contenda aos 44 segundos do assalto.

“Ele sabia que essa era sua chance”, falou Klitschko. “Eu estava surpreso, mas ele foi muito mais lento do que esperado”. O europeu derrubou o adversário no round anterior com sucessivos ganchos de esquerda. O nocaute técnico em sua sexta defesa do cinturão da IBF – e terceira este ano – acrescenta ao currículo do pugilista nascido na Ucrânia 52 vitórias com 46 nocautes e três derrotas.

“Ele lutou com esperteza e inteligência”, afirma o técnico de Klistchko, Emmanuel Steward. Rahman que surgiu como um substituto de Alexander Povetkin (16-0) – ausente, pois fraturou o tornozelo - no mês passado, batalhou para ultrapassar os jabs do oponente e agora conta com 45 vitórias, 7 derrotas, 2 empates e 36 nocautes.

Ambos apresentaram agilidade e um hábil jogo de pernas no início, mas rapidamente ficou visível a batalha de Rahman para ultrapassar os jabs do rival. O ex-bi campeão mundial tinha que se aproximar e curvar demais e era facilmente repelido pelos punhos do rival.

Quando não buscava entrar na guarda Rahman conseguia apenas se proteger nas cordas enquanto o campeão facilmente penetrava sua defesa.

“Wladimir foi muito esperto ao não soltar muitos socos e ser paciente para trabalhar com seu jab esquerdo” revelou o técnico Steward. Rahman voltou revigorado para o quarto round usando todo seu tronco para fazer ataques ambiciosos e eventualmente conectar golpes ao corpo de Wladimir.

Mas, o desafiante raramente desferiu socos no crânio do oponente e as conseqüências de seus fracos ataques ficaram claras quando foi ao chão no sexto assalto vítima de 2 ganchos de esquerda na cabeça. O americano levantou, mas passou o resto da etapa se defendendo no córner.

Outra combinação no começo do 7º round nocauteou os anseios de Rahman. Klitschko também manteve o cinturão menor da IBO (International Boxing Organization). O campeão adquiriu a coroa da IBF ao vencer por nocaute técnico Chris Byrd (40-5-1, 21 KO’s) em 2006 e a da WBO ao bater o russo Sultan Ibragimov (22-1-1, 17 KO’s) este ano por decisão unânime em uma luta de poucos movimentos.


Klitschko celebra mais uma vitória, mas ainda precisa de um adversário de nome para mostrar seu valor - Torsten Silz/AFP/Getty Images

Após o embate Klitschko citou Povetkin, Nikolai Valuev (49-1, 34 KO’s) – campeão interino da WBA – e Cristobal Arreola (26-0, 23 KO’s) como sinais de melhoria em sua categoria. Também falou do ex-campeão indisputável dos cruzadores David Haye (22-1, 21 KO’s) que subiu para os pesados e dominou a coletiva de imprensa após a luta com um desafio para Vitali Klitschko, irmão mais velho de Wladimir e campeão pela World Boxing Council.

“Eu quero lutar contra ele por ser o maior, em minha opinião é o melhor lutador” falou o britânico Haye que em novembro derrotou Monte Barrett (34-7, 20 KO’s) em sua estréia na categoria dos pesados com Vitali na platéia elogiando sua estréia e o valorizando como um futuro bom adversário.

Vitali que conquistou sua coroa ao superar o nigeriano Samuel Peter (30-2, 23 KO’s), dono do soco mais potente na categoria, afirmou que pode encarar o ex-rei dos cruzadores em 2009. “Bem, eu o enfrentaria com orgulho”.

O retorno de Bowe


Bowe superou Holyfield em 1992 na primeira luta de uma série de melhor de 3 na qual levou vantagem - Al Bello/Getty Images

Nas preliminares Riddick Bowe (45-1, 33 KO’s) voltou a vestir as luvas em um retorno modesto com decisão unânime em oito rounds sobre o alemão Gene Pukall (14-13-2, 12 KO’s). Esta foi a terceira luta na década para o veterano americano que já anunciara a aposentadoria em outra oportunidade.

Bowe esteve treinando no país do rival desde setembro em um esforço para recuperar o preparo físico e reduzir de peso. O esforço compensou e ele superou o escada Pukall de 33 anos com golpes na cabeça, porém ele não é a sombra do lutador que foi um verdadeiro encosto na vida de Evander Holyfield.

Em outro combate da noite o médio-ligeiro Cornelius Bundrage (29-4, 16 KO’s) retornou de uma derrota para Grady Brewer (24-11, 13 KO’s) ao tirar a invencibilidade de Zaurbek Baysangurov (19-1, 14 KO’s) com um nocaute técnico no 5º round.

Holt derrota Hopkins e mantém cinturão dos super leves WBO

Kendall Holt (25-2, 13 KO’s) bateu Demetrius Hopkins (28-1-1, 11 KO’s) por decisão dividida, em Nova Jersey. Os scores ficaram 115-113 para o sobrinho de Bernard Hopkins, enquanto, Holt teve 117-111 e 116-112.

D-Hop procurou trocar golpes ao contrário do oponente que soltava suas armas mais poderosas investindo no nocaute que não ocorreu por sua habilidade de esquiva. Até o quinto round ambos foram parelhos, porém Holt conseguiu mostrar serviço no sexto e também apresentou uma boa estratégia defensiva ao seu favor o que o fez manter o cinturão dos penas da WBO.

Com a vitória Holt se prepara para a unificação com o cinturão da WBC em poder de Timothy Bradley (23-0, 11 KO’s). Conhecido como “Tempestade no Deserto”- nome da ofensiva do exercito americano na Guerra do Iraque -, o pugilista tem vitórias sobre Edner Cherry, Junior Witter e Miguel Vazquez.

Fonte: Associated Press

sábado, 13 de dezembro de 2008

O fim de Oscar?


Teria sido a luta de sábado o canto do cisne para o garoto de ouro.

“Eu sinto náuseas algumas vezes quando vejo alguns de meus heróis, grandes lutadores, terminarem suas carreiras desta forma, mas felizmente Oscar está bem. Ele é um grande campeão, um ótimo modelo para o esporte e não é legal ver isto”, revelou a imprensa Ricky Hatton ao assistir a última apresentação de Oscar De La Hoya realizada no último sábado onde foi feito de sparring por Manny Pacquiao até perder por nocaute técnico ao não retornar para o nono assalto.

O invicto galês compara o Golden Boy com Iron Mike: “Mike Tyson provavelmente já estava acabado com 29 anos, apesar de algumas pessoas chegarem ao seu ápice aos 40. Todo mundo é diferente nesse esporte. De La Hoya pode ser dois anos mais novo que eu, mas eu sou faminto. Ele tem muito mais dinheiro do que eu também e essa é a grande diferença, o cara não precisava continuar lutando”. O galês venceu por decisão unânime o lutador Roy Jones Jr, outra lenda do esporte que foi considerado o melhor da década passada.

Com essas duas declarações é visível que o lutador-cantor Oscar De La Hoya perde o respeito dentre seus colegas no final de sua carreira apesar de ser jovem, para ele o momento de pendurar as luvas parece ter chegado, ao contrário de Bernard Hopkins um exemplo de boa fase na casa dos 40. Contratado da Golden Boy Promotions B-Hop se apresenta muito bem na divisão dos meio-pesados e em sua última apresentação há dois meses deu uma aula de pugilismo a Kelly Pavlik, 17 anos mais jovem e campeão dos médios pela WBC e WBO.

O Maior de Todos também passou por esse tipo de vexame, a primeira vez em sua penúltima luta quando enfrentou Larry Holmes em 1980 em um embate que foi uma “autopsia de um homem vivo” conforme o ator Sylvester Stallone que estava presente na platéia. Em sua última apresentação Ali enfrentou o inexpressivo Trevor Berbick nas Bahamas, pois muitos outros países não mostraram interesse pelo embate por medo da saúde do ídolo e o cenário foi um verdadeiro fundo de quintal, um estádio de beisebol no qual o gongo era a peça de um caminhão já aposentado.

Existem outras histórias de homens que passaram por situações degradantes no termino de suas carreiras como Joe Louis, Archie Moore, Max Baer e tantos outros que acabaram sendo massacrados por outros grandes campeões ou até mesmo por pugilistas medíocres.

Mas existem também vitórias de homens que retornam aos ringues com grande êxito como ocorreu com George Foreman na década de 90 quando conquistou o cinturão mundial versões WBA e IBF aos 45 anos.

Cabe ao pugilista se conhecer cada vez mais para definir o seu momento de parar e deixar o ringue com honra como fez Lennox Lewis indicado ao Hall da Fama de 2009 que afirma ter sempre buscado a glória em seus combates e não o dinheiro.

Boxe Internacional no Premiere combate neste sábado


Wladimir Klistchko e Hasim Rahman

Emissora paga terá Klistchko x Rahman

Numa decisão incomum às emissoras brasileiras, a TV por assinatura Premiere Combate adquiriu os direitos de duas programações de boxe que acontecerão no mesmo dia, com disputas de títulos mundiais. Os dois espetáculos serão exibidos “ao vivo” para o Brasil. Devido às diferenças de fuso horário, as transmissões acontecerão na noite do próximo sábado, dia 13, e na madrugada de domingo, dia 14.

Às 20 horas de sábado, diretamente de Mannheim, Alemanha, a emissora transmitirá o combate em que Wladimir Klitschko colocará em jogo seus cinturões WBO Organização Mundial de Boxe e IBF Federação Internacional de Boxe enfrentando Hasim Rahman que já foi campeão mundial IBF e WBC.

Às 2 horas da madrugada de sábado para domingo, o Premiere Combate exibirá diretamente de Nova York, Estados Unidos, a programação em que na luta principal o campeão mundial super leve WBO, Kendall Holt, defenderá seu título contra o invicto Demetrius Hopkins, sobrinho de Bernard Hopkins.

Brasileiros retornam com 4 medalhas do Perú

Os quatro atletas que representaram o Brasil na modalidade do boxe, na II Olimpíadas Desportivas Amazônicas realizadas na cidade de Iquitos, Peru, retornaram ao país com medalhas conquistadas na competição. Todos treinam e competem na região norte do país.

Segundo Vinicius “Bolinha” Pazos, presidente da Federação Amazonense de Boxe, os boxeadores com as respectivas medalhas foram os seguintes:

Ouro
54 kg - Marcelo dos Santos Silva (PA)

Prata
57 kg - Rinaldo Silva Machado (RR)
60 kg - André Lucian Gonçalves Pereira (AM)

Bronze
51 kg - Leandro Nascimento Duarte (AM)

Fonte: Confederação Brasileira de Boxe

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Entrevista Macaris do Livramento e Rosilete Santos


Macaris, Nicoly e Rosilete - Franklin de Freitas

Rosilete dos Santos é campeã mundial dos galos pela World Boxing Comission e este ano disputou o título interino dos super-moscas da World Boxing Association contra Carolina Marcela Gutierrez, porém não trouxe a vitória ao Brasil. Na quarta-feira conquistou uma vitória sobre a uruguaia Renata Lopez.

Macaris do Livramento, esposo e técnico de Rosilete aos 48 anos possui se dedica ao boxe em Curitiba tanto que já foi homenageado pela câmara dos vereadores. Em entrevista ao Córner do Leão ambos falam dos avanços da atleta e da validade do cinturão da mesma na história do esporte.

Macaris como você conheceu o mundo do pugilismo e entrou nele?

Macaris: Em 1984 eu treinei muay-thai, treinei e lutei durante 3 anos, depois passei para o boxe, pois gostava mais de assistir e comecei a lutar também. Realizei um total de 23 lutas como amador. Em 1987 me profissionalizei e encerrei minha carreira em 2006, realizando um total de 110 lutas, das quais foram 105 vitórias e 5 derrotas.

Como os dois se conheceram e iniciaram os treinamentos de boxe da Rosilete?

Macaris: Fui lutar em Castro, cidade natal da Rosilete, e ela foi assistir. Depois começou a trabalhar nos meus eventos e conseqüentemente passou a treinar.

Tem como separar o lado afetivo do profissional já que são marido e mulher?

Macaris: Sim, eu separo bem. A hora dos treinos e a hora das lutas sai o marido e entra o treinador, e eu cobro dela como qualquer outra atleta minha.

Qual é a rotina de treino da atleta?

Macaris: Ela acorda às 6h30 e das 7h30 às 8h30hrs corre 10Km, todos os dias. A tarde, a partir das 14 horas ela começa a fazer o treinamento técnico e tático.

Qual foi a luta mais dura de Rosilete?

Macaris: Sem dúvida alguma, foi a luta contra Alesia Graf, na Alemanha. (Em maio Rosilete foi derrotada pela bielo-russa no quinto assalto por nocaute técnico em disputa valendo o cinturão valendo a coroa da WIBF).

Como é a sensação de desfilar em carro aberto em sua cidade?

Rosilete: Sem dúvida alguma é uma sensação única, pois eu saí da cidade como empregada doméstica e ex-bóia fria e de repente eu volto como campeã mundial e todos me aplaudindo.

Conte como foi gravar a matéria para o Globo Esporte de sua cidade:

Rosilete: Aqui no Paraná a RPC filiada à Rede Globo, sempre está cobrindo as nossas lutas e fazendo matérias especiais comigo, como também outras redes de televisão, pois a imprensa paranaense me tem como um ídolo do esporte.

Em sua luta na Alemanha Adriana Salles afirmou: "O Brasil não tem uma campeã mundial. E eu vou ser". Enquanto isso Rosilete já detinha o cinturão da World Boxing Commission (Comissão Mundial de Boxe). O que podem declarar sobre o ponto de vista de Salles?

Macaris: Preferimos acreditar que a Adriana não sabia que a Rosilete já tinha conquistado o título. Torcemos para que a Adriana conquiste um título mundial. Quanto mais brasileiros campeões mundiais, melhor para o boxe do nosso país.

O que acharam do resultado dela contra Ina Menzer na Alemanha?

Rosilete: A gente sabia que era uma luta difícil, não assisti a luta e não sei como ela lutou, então não posso dar minha opinião, a única coisa que posso afirmar é que sou a única mulher nascida no Brasil a ser Campeã Mundial.

Como avaliam o reinado de Duda Yankovich frente ao cinturão da WIBA?

Macaris: Embora ela não seja brasileira, mas é uma grande conquista para o esporte brasileiro porque ela está radicada em nosso país. E sua conquista ajuda cada vez mais a divulgar o boxe.

Os grupos midiáticos mais respeitados no pugilismo: ESPN, HBO e The Ring Magazine não avaliam a World Boxing Commission entre as quatro grandes entidades que movimentam o esporte: World Boxing Association (Associação Mundial de Boxe), World Boxing Organization (Organização Mundial de Boxe), World Boxing Council (Conselho Mundial de Boxe) e International Boxing Federation (Federação Internacional de Boxe). O que podem dizer sobre essa avaliação desses três veículos de comunicação?


Macaris: Não sabemos os motivos que levaram a ESPN, HBO e a The Ring não considerarem a WBC (World Boxing Commission). Não sabemos se são motivos comerciais, políticos ou apenas técnicos. Nós sabemos que a WBC não é uma das quatro maiores entidades do mundi. Mesmo assim, a WBC tem grande importância para o pugilismo internacional. O título mundial da WBC conquistado pela Rosilete tem importância histórica para o boxe brasileiro. Todas as pessoas envolvidas com o esporte do nosso país precisam reconhecer e valorizar esse título para estimular e valorizar o boxe brasileiro.

Acredita que detendo um título dessas quatro entidades Rosilete seria mais conhecida?

A Rosilete chegou a ficar entre as cinco primeiras colocadas do ranking da Associação Mundial de Boxe. Para nós, foi como conquistar um título. Como mostra a matéria do Bem Paraná.

A Rosilete lutou muito bem na disputa do título mundial da Associação Mundial de Boxe

Acreditamos que a Rosilete ainda vai conquistar esse título. Não sabemos qual impacto que a conquista do cinturão da AMB poderia causar, já que a Rosilete já é bastante respeita e valorizada por ter o título da World Boxing Commission.

Como planejam chegar a essa meta?

Com muito treino e dedicação.

Vocês possuem uma filha de 1 ano. Sonham em vê-la calçando luvas e sapatilhas?

Ela é quem vai decidir o que vai fazer, e nós faremos nossa parte apoiando-a.

Acreditam em futuro para o pugilismo feminino no Brasil?

Sim, acreditamos!

Sapo é surpreendido na Bahia

Evento de Popó mostra talentos do maior celeiro do boxe nacional

Na noite de quinta-feira em um evento realizado em Salvador, Bahia pelo tetra-campeão mundial Acelino Freitas, o Popó, proprietário da Boxe Brasil, Rogério “Sapo” Pereira (17-1, 14 KO’s) perdeu sua invencibilidade para Antonio Barbosa, vulgo Painho. O primeiro, lutador da empresa do ex-campeão era apontado como favorito.

O médio-ligeiro foi surpreendido por um contra-golpe no 2º round e foi a lona e voltou ao a ela no terceiro assalto, com isso Painho ganhou espaço e derrotou por nocaute técnico no sexto assalto o campeão brasileiro da CBBoxe e latino da WBO. Há a possibilidade de ambos se enfrentarem em uma revanche valendo a coroa nacional em fevereiro.

Wilson “Tsunami” Simão (11-0, 8 KO’s) superou por pontos Adenílson dos Reis, o “Careca” em disputa de 8 rounds. O primeiro conseguiu um knock down na segunda etapa, porém o resistente rival conseguiu manter seu desempenho até o fim do embate.

Em outra contenda Carmelito “Binho” de Jesus (11-1, 9 KO’s) impôs um nocaute a Adílson no 3º giro ao colocar sua agressividade que levou o oponente a lona nos três rounds. Outro que nocauteou foi Erivan Conceição ao derrubar “Torão” no 2º assalto com duas quedas, para isso analisou bem o rival na etapa anterior.

Cunningham perde em casa

O cruzador Steve Cunningham (21-2, 11 KOs) perdeu o cinturão mundial dos cruzadores da IBF para o ex- meio-pesado polonês Tomasz Adamek (36-1, 24 KO’s) na noite de quinta-feira. O europeu derrubou o ex-campeão no 2º, 4º e 8º assaltos e no final dos 12 rounds ainda veio uma decisão dividida com 116-110 e 115-112 a favor de Adamek e 114-112 para o estadunidense ex-membro da marinha de seu país.

Na mesma noite Joseph Agbeko (26-1, 22 KO’s) defendeu seu boldrié da IBF pelos galos com uma decisão unânime sobre William Gonzalez (21-3, 19 KO’s), em outra luta o super-leve Devon Alexander (17-0, 10 KO’s) nocauteou no terceiro round Christopher Fernandez (15-6-1, 9 KO’s) para manter seu currículo sem manchas.

Sansão e Golias

Revista Veja mostra um panorama do combate de Holyfield e Valuev

Gigante da mídia brasileira e a quarta maior revista semanal do mundo, a Veja com tiragem de mais de 1 milhão de exemplares tem nessa semana uma matéria sobre o combate entre Evander Holyfield e Nikolai Valuev no dia 20 valendo a cinta interina dos pesados versão WBA em poder do gigante russo.

A matéria de 2 páginas do jornalista Kalleo Coura mostra a trajetória de Holyfield para se sagrar como o campeão mais velho superando seu rival do passado George Foreman e também a ascensão do desajeitado, porém extremamente forte Valuev.

Confira a matéria na internet

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Para Calzaghe o boxe está nas cordas


Em Londres Joe Calzaghe afirma que o pugilismo está nas cordas com seu excesso de campeões e falta de estrelas de verdade.

Ainda considerando se ele se aposenta após derrotar Bernard Hopkins e Roy Jones Jr neste ano mantendo a invencibilidade em 46 lutas, Calzaghe afirmou na quarta-feira que ele estava orgulhoso de sair do esporte e não estar entrando nele.

“Eu acho que o boxe é um esporte moribundo. Globalmente – principalmente nos E.U.A – você tem o UFC que pegou muito do boxe, principalmente nos negócios”, afirma Calzaghe ao se referir ao Ultimate Fighting Championship.

O galês que manteve o cinturão de médios da World Boxing Organization por mais de 10 anos antes de mudar para a categoria dos meio-pesados para encarar Hopkins e Jones também exalta que a nobre arte passou por seus problemas próprios.

“Há muita política no boxe, há muitos cinturões e muitos campeões o que diminui campeões verdadeiros como eu”, exclama. “Existem 4 campeões mundiais para cada categoria e isso é ruim porque não se há mais estrelas e isso é um grande problema”.

Calzaghe aponta que os Estados Unidos ganharam apenas uma medalha nos Jogos de Pequim – um bronze do peso-pesado Deontay Wilder – e prevê um futuro amargo para o esporte de luvas no país.

“A América só teve um medalhista nas Olimpíadas neste ano”, atesta Calzaghe. “No Reino Unido, nós fomos muito bem, eu estou orgulhoso de estar encerrando minha carreira e não a iniciando, pois não vejo um futuro grandioso para a modalidade”.

Fonte: Associated Press

E no Brasil?

Sorte de Calzaghe que ele não convive na realidade brasileira. Aqui há pelo menos 3 federações com seus títulos nacionais.Então pense comigo: Qual a expressividade no panorama mundial de um título brasileiro?

Nas lutas em solo nacional dificilmente vemos nossos atletas encarando os melhores entre seus compatriotas o que tem aspectos positivos e negativos; o melhor boxeador é poupado de sofrer traumas e aprimora sua técnica para enfrentar desafios maiores no exterior, entretanto, o fã tem disponível lutas de baixo calibre e não se empolga em freqüentar as arenas.

Será que se enfrentando num jogo de sobrevivência eles sairiam mais fortes para o mercado externo ou um acabaria anulando o outro por pequenos cachês e perderiam as chances de ouro no exterior? Espero que você me responda.

Outro problema são o nosso maior produto de exportação na atualidade: “buchas-de-canhão” que vão ao exterior vendem suas vitórias ou até lutam de verdade, mas contra adversários de nível muito superior e acabam nocauteados.

E ainda há mais um agravante, pois lá como cá o problema também é a política, só que a nossa tem um gostinho de “vatapação pugilística” digna de Odorico Paraguaçu. Com tanta lama e se Joe Calzaghe fosse Jão Carvalho, ele teria chances de Brasil e não acabar nocauteado e sim nocauteando.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Filipinas recebe Pacquiao com festa


Pacquiao em ritmo de festa

Presidente parabeniza boxeador

Os filipinos gritam por um herói, um que já foi padeiro e pedreiro e essa figura está em Manny Pacquiao que nesta quarta-feira teve uma recepção digna de campeão ao retornar para sua terra natal, mesmo tendo lutado sem um título na disputa, a maior coroa foi o nocaute técnico por abandono do seu maior e mais renomado adversário, Oscar De La Hoya, o Golden Boy, superado neste sábado em Las Vegas no MGM Grand.

O lutador, melhor da atualidade independente de peso, foi recebido pela presidente das Filipinas Gloria Macapagal Arroyo em sua residência oficial com bolo de luva de boxe e transmissão pelas emissoras de TV locais. Ao contar como superou o rival em oito assaltos em uma apresentação soberba a estadista ensaiava socos no ar.

Pacquio de 29 anos se tornou um ícone para 90 milhões de habitantes de sua nação que vivem com menos de um dólar por dia. O PIB (Produto Interno Bruto) do país é de US$ 409.445 milhões, enquanto o Brasil tem US$ 1.835 trilhão e os Estados Unidos apresentam US$ 14.020 trilhões. Os dados são de 2007.

“Minha vitória é a vitória de todos. Sei que todos rezaram por mim e ficaram nervosos durante a luta” declarou o campeão do povo que planeja férias com sua esposa que está grávida a espera do quarto filho dele e o aguarda nos E.U.A.

A luta contra De La Hoya foi marcada por uma escolha do Golden Boy de um adversário que o favorecesse pelo ranqueamento, mas que ele também acreditou não lhe ser uma grande ameaça por ser baixo e mais leve. Enganou-se o lutador-cantor e acabou sua carreira em uma apresentação apática dominado em uma cena que parecia o garoto franzino batendo no valentão da escola durante o recreio.

O filipino completa 30 anos dia 17 e descarta se afastar do ringue na hora certa – ao contrário do que fez seu último oponente – “Boxe é diferente, não é para viver disso”, avalia o melhor da atualidade.

Fonte: Agências Internacionais

O uso político dos pugilistas

Em seu livro O Homem Cinderela, o jornalista Jeremy Schaap cita que os campeões dos peso-pesados já foram mais conhecidos pelo povo do que presidentes, na biografia de Muhammad Ali de David Remnick, Floyd Patterson conversa com o presidente John F. Kennedy antes de enfrentar o perigoso Sonny Liston. O chefe de estado americano via no esportista uma forma de manter os valores e moral de seu povo naquele que era tido como um dos homens mais poderosos do mundo no imaginário das pessoas, o campeão de boxe.

Éder Jofre na década de 70 da século passado entregou uma de suas luvas para o presidente Garrastazu Médici durante o período ditatorial. O atleta fez o ato contrariado como relatado em sua biografia O Galo de Ouro de Henrique Mateucci, mesmo porque sua família tem origem no proletariado, enquanto, o governo militar reprimiu esse setor da sociedade. Outro caso na política brasileira foi o apóio dado pelo então deputado Jânio Quadros, o vassourinha, para o meio-pesado, Luiz Ignácio, o Luizão, primeiro medalhista Pan-Americano feito conquistado nos Jogos do México em 1955.

A ação de Gloria Macapagal Arroyo tem cunho político, tenta promover a sua imagem ao ligá-la a um atleta de sucesso que serve como ídolo em sua nação, mas não deixou de fazer a coisa certa já que o pequeno-grande lutador defendeu as cores de seu país em terras estrangeiras. Por sua vez Pac-Man agiu de maneira correta ao receber a homenagem merecida, nações carecem da imagem do herói. A brasileira, por exemplo, não encontra mais identificação com os jogadores da seleção-internacional de futebol e busca nos atletas de seus clubes prediletos essas figuras fragmentando cada vez mais o povo em agremiações esportistas bairristas.


Fotos da festa de Pacquiao nas Filipinas

Lewis entrará para o Hall da Fama

O britânico ex-campeão dos pesados lidera a lista de indicados de 2009 para o Hall da Fama Internacional do Boxe.


Lennox Lewis

Lennox Lewis, 43, se aposentou em 2003 com o cartel de 41 vitórias, sendo 32 por nocaute, 2 derrotas e um empate, e entrará para o Hall da Fama em seu primeiro ano elegível. “Ser colocado no Hall da Fama é um acontecimento que confirma o meu legado. Ele sempre estará lá” analisa a lenda do pugilismo.

Lewis recentemente refutou a especulação de que voltaria aos ringues para enfrentar Vitali Klistchko com quem fez sua última contenda ou o seu irmão Wladimir, apontado como o melhor da categoria na atualidade.

O técnico e membro do Hall da Fama Emmanuel Steward, indicado em 1996 afirma: “Lennox definitivamente pertence entre os 6 melhores pesados de todos os tempos. Ele teria sido uma ameaça a qualquer campeão da história por causa de seu tamanho, equilíbrio e adaptação. Lennox conseguia fazer o necessário para vencer uma disputa”.

Entrando com Lewis para o Hall da Fama estarão o campeão dos galos o estadunidense Orlando Canizales e o campeão sul-africano super pena Brian Mitchell. Também serão feitas homenagens póstumas ao médio William Jones, o meio-médio Billy Smith e o médio Billy Soose, este já como membro da Velha Guarda, onde estão nomes como o campeão dos pesados Gene Tunney que destronou Jack Dempsey em 1926.

Indicados são votados por membros da Associação de Cronistas de Boxe e por um grupo internacional de historiadores de boxe. A 20ª Semana Anual do Hall da Fama está programada para 11 e 14 de junho em Canastota, Nova York. Mês passado Lennox Lewis e Pernell Whitaker foram homenageados pelo Salão Mundial da Fama do Boxe.

Fonte: BBC

domingo, 7 de dezembro de 2008

A queda de Oscar

Com vitória sobre o Golden Boy, Pac Man se confirma como Rei dos reis.


De La Hoya (dir) X Pacquiao

Manny Pacquiao (48-3-2, 36 KO’s) frustou Oscar De La Hoya (39-6, 30 KO’s) no MGM Grand em Las Vegas e com uma grande apresentação aposenta uma lenda que se mostrou apático no quadrilátero. No oitavo round o córner do ídolo americano e mexicano decidiu abandonar a luta.

Com o auxílio do seu técnico Freddie Roach, considerado hoje um dos melhores no mundo, o filipino Pacquiao, conhecido como Pac Man usou ao seu favor seu preparo físico, técnica e velocidade superior contra um oponente debilitado e fraco que desperdiçou seu físico avantajado em relação ao rival. Manny bateu e saiu o tempo todo como fez o invicto Floyd Mayweather Jr. (39-0, 25 KO’s) para derrotar o Golden Boy em 2007.

As combinações de Pacquiao fizeram a cabeça de De La Hoya parecer um punching ball e este não conseguiu soltar sua esquerda ou qualquer outro golpe de seu arsenal, pois talvez tenha perdido peso de maneira erra para lutar entre os meio-médios, sua decadência já era visível desde sua suspeita vitória sobre o alemão Felix Sturm (31-2-1, 13 KO’s), e após esse combate não obteve vitórias sobre adversários expressivos como Mayweather Jr. E Bernard Hopkins (49-5-1, 32 KO’s).

Uma das ultimas vitórias de DLH veio sobre um Ricardo Mayorga (28-7-1, 22 KO’s) sem brilho e outra em cima de Steve Forbes (33-7, 9 KO’s), um contratado seu pela Golden Boy Promotions. Oscar superou nomes como Arturo Gatti (40-9, 31 KO’s), Hector “Macho” Camacho (79-5-2, 38 KO’s) Pernell Whitaker (40-4-1, 17 KO’s) e superou Julio César Chavez (107-6-2, 86 KO’s) em duas oportunidades mostrando que seu ápice havia passado.

De La Hoya fez dois erros na madrugada de sábado, primeiro ao escolher um adversário que considerou mais fraco pela diferença de tamanho, mas que justificou seu título de melhor independente de peso e o segundo foi subir no ringue por vaidade quando se sabe que apesar de ter 35 anos num período onde é possível se apresentar bem além da idade ele não é mais o mesmo de 10 anos atrás e a escolha de Pacquiao que o faria sair bem pelo ponto de vista do marketing só o prejudicou. Nem ter tido o grande Angelo Dundee em seu córner o salvou de si mesmo.

Manny Pacquiao agora é aguardado pelo britânico Ricky Hatton (45-1, 32 KO’s) que esteve em Las Vegas aguardando o vitorioso do embate. O pugilista europeu será um desafio muito maior que o encontrado nesse final de semana, agora que venceu Paulie Malignaggi (25-2, 5 KO’s) após perder sua invencibilidade para Mayweather Jr.

Froch é novo campeão de super-médios da WBC

Carl Froch (24-0, 19 KO’s) bateu o haitiano Jean Pascal (21-1, 14 KO’s) por sua primeira coroa mundial, a versão super-médios da World Boxing Council por decisão unânime em luta realizada na FM Trent Arena, Nottingham, Inglaterra. Com as papeletas assinalando 118-110, 116-112, 117-111 Froch obteve o cinturão deixado pelo lendário Joe Calzaghe, por ser um título que estava vago o campeão deverá fazer obrigatoriamente duas defesas, sendo a primeira contra Jermain Taylor no meio do ano que vem, este por sua vez vem de uma vitória sobre Jeff Lacy no mês passado.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Nilson Garrido não leva prêmio de 100 mil dólares

Cortiço da Rua Sólon é campeão da disputa

Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes na quarta-feira, 3 de dezembro, o II Deutsche Bank Urban Age Award, premiação com o objetivo de apresentar a inovação para o reaproveitamento de espaços urbanos na maior cidade da América Latina teve como grande vencedor o “Do Cortiço da Rua Sólon ao Edifício União”.

O Projeto de Nilson Garrido ao lado de sua parceira Cora, Cora Garrido Boxe, visa a educação de excluídos sociais através dos esportes com enfoque no boxe e da cultura. O ambiente utilizado fica no Viaduto do Café, na Mooca, região central.

O projeto vencedor consiste em um edifício residencial no centro da capital ocupado por 42 famílias e revertidos com aprimoramentos visuais feitos pelos próprios moradores. Só de entrar entre os 12 finalistas e tendo competido contra 133 inscritos mostra a força da iniciativa e a capacidade do pugilismo de sociabilizar o ser humano.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Projeto Cora Garrido Sol Nascente concorre a prêmio de US$ 100 mil


Cora Garrido Boxe

Boxe embaixo de viaduto e outras 11 iniciativas em várias regiões da capital paulista vão descobrir quem é o vencedor hoje no Palácio dos Bandeirantes


Do G1, em São Paulo

Doze projetos urbanísticos, de cunhos social e espacial, de São Paulo concorrem a um prêmio de 100 mil dólares, concedido pelo Deutsche Bank, da Alemanha, em parceria com a “Urban Age”, uma pesquisa internacional de cidades organizada pela London School of Economics and Political Science e Deutsche Bank Alfred Herrhausen Society.

Nesta segunda edição do Deutsche Bank Urban Age Award, foram inscritos 133 projetos da região metropolitana de São Paulo, a cidade escolhida pela Urban Age para ser “investigada” em 2008. A primeira versão do prêmio aconteceu no ano passado em Mumbai, na Índia.

O vencedor será anunciado em cerimônia na noite desta quarta-feira (3) do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual paulista, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo.

O júri, composto por especialistas em urbanismo, reuniu-se em São Paulo nos dias 9 e 10 de novembro para avaliar os projetos. Fizeram parte do júri o ex-jogador Raí e criador, ao lado do também ex-jogador Leonardo, da fundação Gol de Letra, a cineasta Tata Amaral, a curadora de arte Lisette Lagnado e o arquiteto Fernando Mello Franco, além de dois especialistas estrangeiros em urbanismo, Anthony Williams, ex-prefeito de Washington, e Ricky Burdett, da London School of Economics, que presidiu o júri.

Os 12 projetos selecionados são os seguintes:

Cora Garrido Boxe - Localizado no Viaduto do Café, na Mooca, região central,o projeto criou um lugar dinâmico para esportes, boxe e lazer para pessoas de diferentes grupos econômicos e sociais na cidade.

Instituto ACAIA - Desde 1998, o Instituto ACAIA oferece um raro recurso para jovens de favelas nos arredores da Vila Leopoldina, na Zona Oeste: uma oficina espaçosa e bem projetada de artes e artesanato com instalações que permitem cursos de treinamento, no meio de uma área industrial em rápida mudança.

BioUrban – Organizado por Jeff Anderson, um jovem estudante de sociologia, é uma iniciativa que realizou uma série de intervenções estéticas que transformaram a qualidade espacial dos arredores da favela Mauro, na Saúde, na Zona Sul, incluindo a limpeza de pequenos espaços, a plantação de canteiros de flores no lugar de placas de concreto, a introdução de cores e materiais para humanizar as fachadas de edificações e a criação de arte pública por crianças do local.

Espaço de Cultura Cohab Raposo Tavares - O projeto inclui uma série de iniciativas para criar um espaço público democrático em uma das áreas mais carentes da periferia da cidade, com grandes números de moradias populares em ambiente urbano pobre.

Sede da União de Moradores e do Comércio de Paraisópolis – Dirigido por um grupo local bem-organizado de residentes da favela Paraisópolis, na Zona Sul, o projeto assegura que os direitos de indivíduos e da comunidade sejam respeitados na implementação de iniciativas realizadas de acordo com o programa municipal de reurbanização da favela.

Kinoforum - O projeto itinerante leva cinema ao ar livre para espaços incomuns, no coração dos lugares mais pobres da cidade, na periferia da região metropolitana. Além de dar vida a lugares esquecidos da cidade, o projeto inclui oficinas de vídeo para os jovens das comunidades locais.

Bairro-escola, Associação Cidade Escola Aprendiz - Uma rede de instalações culturais com foco educacional é organizada em um bairro culturalmente ativo da Vila Madalena, na Zona Oeste.

Projeto Inclusão Social Urbana Nós do Centro – Um depósito industrial abandonado no centro da cidade foi convertido pela Prefeitura de São Paulo em escritórios para uma organização que promove a inclusão social. Essas incubadoras urbanas promovem o contato social e a melhoria da qualidade de vida, identificando oportunidades para gerar renda e aprimorar o espaço público.

Rede Cultural Beija-Flor - O centro cultural estabelecido em Diadema, no ABC, está expandindo sua gama de atividades e estabelecendo uma série de abrigos que delegam poder de decisão à comunidade local e trazem melhoria ao ambiente físico.

Cortiço Rua Sólon Edifício União – Um edifício residencial no Centro de São Paulo ocupado recentemente foi convertido com sucesso em residências bem projetadas para 42 famílias. Os aprimoramentos visuais do edifício e suas áreas comuns motivaram muitos moradores a fazerem melhorias dentro de seus apartamentos.

Praças da Paz Sul-américa - O projeto promove o envolvimento da comunidade através da revitalização de praças urbanas na periferia de São Paulo, o que tem gerado a redução nos níveis de criminalidade em áreas locais. Os espaços públicos democráticos se tornaram o palco para debates e engajamento público, recuperando seu papel histórico como locais para reunião e discussão da vida pública.

Cooperativa de Reciclagem Nova Esperança - Esta é uma parceria inovadora entre governo e moradores desenvolvida no Programa Integrado de Urbanização do Pantanal, na Zona Leste. O projeto foi pioneiro na implantação de um novo sistema de coleta de lixo que gera renda para a cooperativa e reduz o volume de resíduos, anteriormente depositado nas ruas próximas, em espaços públicos e cursos de água.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

De La Hoya tem estátua nos E.U.A


Pugilista recebe homenagem em Los Angeles

Na terça-feira (02/12) o boxeador Oscar De La Hoya recebeu como homenagem uma estátua no ginásio Staples Center em Los Angeles, Califórnia. O atleta fará sua última luta neste sábado contra o filipino e melhor "pound-for-pound" Manny Pacquiao.

Foto: Globo Esporte

Shane Mosley admite doping por EPO antes de luta contra De la Hoya


Das agências internacionais
Em Nova York (EUA)



O pugilista norte-americano Shane Mosley admitiu em frente a um júri, em 2003, já ter lutado sob influência de doping. O jornal New York Daily News teve acesso a transcrições de investigações feitas pela justiça dos Estados Unidos, quando o ex-campeão mundial comentou o caso.

O testemunho de Mosley fez parte das investigações do caso do laboratório Balco, que teve como outros envolvidos a atleta Marion Jones, entre outros. A liberação do depoimento aconteceu com o compartilhamento de documentos da acusação de que o jogador de beisebol Barry Bonds teria feito uso de doping.

Segundo o pugilista, ele fez uso do estimulante EPO antes de enfrentar o compatriota Oscar de la Hoya. Na ocasião, o adversário teria a revanche após ser derrotado em 2000. Durante a luta, Mosley venceu depois de despontar nos rounds finais, sem mostrar sinais de cansaço.



O pugilista admitiu o uso, mas afirmou não ter conhecimento de que era uma substância ilegal ou que fosse banida. "Estou aliviado de ele ter testemunhado a este júri, pois ele apenas confirmou o que vinha dizendo nos últimos anos", afirmou o advogado de Mosley, Judd Burstein, ao jornal nova-iorquinho.

O norte-americano volta aos ringues contra Antonio Margarito, campeão dos meio-médios pela Associação Mundial de Boxe, no dia 24 de janeiro, valendo o cinturão do mexicano.

Fonte: Uol

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Pedro Otas é o novo campeão nacional dos cruzadores

Pugilista conquista cinturão nacional dos cruzadores e se prepara para desafios maiores

No domingo Embu Guaçu, interior de São Paulo foi palco da disputa do cinturão brasileiro de cruzadores do Conselho Nacional de Boxe, vago desde que Alexandro Rocha Cardoso, o Pit, abdicou dele. A disputa se deu entre o ex-peso pesado Pedro Otas e Sandro Luis Martins. Cotados para o combate no lugar de Martins estavam Edson Foreman e Laudelino Barros, mas por compromissos com outros combates não entraram na disputa.

Os fãs de boxe viram no 1º round um Pedro Otas mais cauteloso, analisando o adversário de maior envergadura e resguardando a mão direita, tanto que lutou como canhoto e usou muito o jab. Outro empecilho foi pegar ritmo de ringue já que estava inativo desde fevereiro.

O giro seguinte mostrou a troca de golpes no qual Otas como esperado mostrou sua superioridade ao agredir o oponente na linha da cintura. Sandro caiu com um direto de esquerda na área focada pelo adversário e levou um knock down.

O 3º e último round teve Sandro colocando boas seqüências que foram evitadas com jogo de perna e esquivas. Otas “mais focado em finalizar” soltou um potente direto de esquerda na cabeça que levou Sandro para as cordas grogue, então Otas avançou com um gancho de direita no baço e com a mesma mão desferiu um uppercut certeiro no queixo levando o oponente a lona. Agora Otas segue invicto com 18 vitórias, sendo 16 pela via rápida.

Sandro levantou na contagem de 8, mas o árbitro viu que não tinha mais condições de seguir em frente e decretou o nocaute técnico. No final de dezembro Pedro Otas espera lutar fora do país contra um adversário latino - da Colômbia ou Equador - ainda a ser definido em mais uma preparação para enfrentar Ali Ismailov pelo título Latino-Americano da Organização Mundial de Boxe do qual é campeão em recesso e o brasileiro interino.

“Também foco outros cinturões latinos para entrar entre os dez melhores do mundo OMB e CMB para então brigar por títulos mundiais”. Atleta foca em estágios no México, Estados Unidos e também na Alemanha, atual nicho financeiro do esporte.

Em cima do tablado o público viu dois lutadores em forma, o que surpreende é o fã que viu Otas em sua última apresentação e hoje com um porcentual de gordura baixíssimo resultado de um trabalho feito com o preparador físico Sergio Sheman especialista em nutrição adaptada aos esportes.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Peter Venâncio ensina boxe em São Paulo


Total Punch/Divulgação

Academia na capital paulista contrata nomes de peso de diversas modalidades

Organizada por Daniel Rústico, o Vinking, a academia Total Punch Mixed Martial Arts contrata nomes de peso para preparar lutadores de MMA num país que é um verdadeiro celeiro de talentos. O espaço foi inaugurado em 22 de novembro.

Entre os mestres figuram o técnico da seleção brasileira de luta olímpica estilo livre Edson Kudo, o veterano dos ringues de boxe Peter Venâncio e um personagem de destaque no vale-tudo, Assuério Silva. Completam a equipe Sandro Vasconcelos também no pugilismo, membros da Lótus Club nas aulas de jiu-jítsu, caratê com Luiz Feitosa e Marcelo Bueno, André Hohl no judô e treino funcional e fisioterapia esportiva com Daniel Hohl. O próprio Daniel Viking cuida da parte de MMA e submission

“A área é de 160m², aberta ao público das lutas e artes marciais, com treinamentos separados para iniciantes, feminino, profissional e personal trainer. Temos o objetivo de atingir todos os níveis desde o iniciante ao profissional de ponta, tudo com muito profissionalismo, respeitando os limites e objetivos de cada aluno. Teremos também o treinamento funcional, com barra, paralela, elásticos, ketellbel, argola e peso livre.” Explica o proprietário desta nova casa de lutadores.

A equipe de pugilismo atrai os entendidos da nobre arte. “O Peter é uma máquina dentro dos ringues e muito exigente como professor, tem um índice técnico muito elevado é um perito na nobre arte, o Sandro também é um excelente professor, faz parte da Boxing Brasil além de treinar e auxiliar os irmãos Pedro e Gustavo Otas”.

Peter Venâncio é um dos principais nomes brasileiros que não conquistou um título mundial ao lado de Servílio de Oliveira. Nos ringues o atleta tinha como marca registrada sua técnica e inteligência, a aposentadoria veio neste ano.


Peter Venâncio

Local:
Avenida João Pedro Cardoso, nº 363. Jardim Aeroporto (atrás do Aeroporto de Congonhas).

Contato:
Fone: (011) 8128 4004
Nextel: (011) 7806 9584 id: 55*7*34300
danielrustico@hotmail.com

domingo, 23 de novembro de 2008

Lewis nega possível retorno aos ringues


Lennox Lewis - Getty Images

Ex-campeão dos pesos-pesados refutou a possibilidade de subir no ringue mesmo que por 70 milhões de Libras, mas 100 milhões de euros podem trazê-lo de volta

O “Leão” britânico de 43 anos teria dito a imprensa que voltaria aos ringues, mas para a BBC Radio 5 Live afirmou não estar preparando seu regresso. “Ninguém me fez qualquer oferta que me faria voltar aos ringues. Não creio que haja alguma oferta que me coloque lá de volta”.

Sua última luta foi em 2003 quando defendeu seu cinturão da WBC contra Vitali Klistchko num embate que terminou na derrota do segundo após um corte que levou ao nocaute técnico e hoje o atual detentor da coroa da World Boxing Council está interessado em uma revanche.

“Eu já cheguei onde queria. Claro me sinto tentado a lutar contra Wladimir Klitschko, mas não me vejo voltando” comenta Lewis.

“A grana que falam é muita então muitos chegam e perguntam: ‘Você está louco?’. Mas não sou inspirado pelo dinheiro, pra mim é tudo pela glória. Eu penso: ‘qual é a glória em retornar para enfrentar um cara que já derrotei?’”, questiona o ex-campeão.

“Ele me quer de volta por motivos egoístas e ele precisa criar o seu próprio legado e ltar contra as pessoas que ele realmente necessita lutar”, aconselha Lewis que já derrotou nomes como Evander Holyfield e Mike Tyson.

Nas últimas semanas os ex-campeões dos pesados Holyfield e Riddick Bowe anunciaram lutas para o fim deste ano. E Lewis parecia estar interessado na mesma oportunidade quando a mídia passou a afirmar essa intenção por parte dele também.

“Eu não preciso disso, eu não necessito desse dinheiro e meu legado fala por si só. Mas o pugilismo precisa de mim” contempla Lewis que se aposentou com o cartel de 41 vitórias, 2 derrotas e um empate. “A divisão dos pesados está tão chata, todos os grandes já foram embora”.

“Eu teria que receber 100 milhões de euros para dizer ‘sim’, e há quem me pague isso. Tem pessoas que me pagariam isso para lutar novamente, seria eletrizante pelo esporte e pra mim. Caso eu volte será para vencer e não para brincar”.Lewis nega possível retorno aos ringues

Ex-campeão dos pesos-pesados refutou a possibilidade de subir no ringue mesmo que por 70 milhões de Libras, mas 100 milhões de euros podem trazê-lo de volta

O “Leão” britânico de 43 anos teria dito a imprensa que voltaria aos ringues, mas para a BBC Radio 5 Live afirmou não estar preparando seu regresso. “Ninguém me fez qualquer oferta que me faria voltar aos ringues. Não creio que haja alguma oferta que me coloque lá de volta”.

Sua última luta foi em 2003 quando defendeu seu cinturão da WBC contra Vitali Klistchko num embate que terminou na derrota do segundo após um corte que levou ao nocaute técnico e hoje o atual detentor da coroa da World Boxing Council está interessado em uma revanche.

“Eu já cheguei onde queria. Claro me sinto tentado a lutar contra Wladimir Klitschko, mas não me vejo voltando” comenta Lewis.

“A grana que falam é muita então muitos chegam e perguntam: ‘Você está louco?’. Mas não sou inspirado pelo dinheiro, pra mim é tudo pela glória. Eu penso: ‘qual é a glória em retornar para enfrentar um cara que já derrotei?’”, questiona o ex-campeão.

“Ele me quer de volta por motivos egoístas e ele precisa criar o seu próprio legado e ltar contra as pessoas que ele realmente necessita lutar”, aconselha Lewis que já derrotou nomes como Evander Holyfield e Mike Tyson.

Nas últimas semanas os ex-campeões dos pesados Holyfield e Riddick Bowe anunciaram lutas para o fim deste ano. E Lewis parecia estar interessado na mesma oportunidade quando a mídia passou a afirmar essa intenção por parte dele também.

“Eu não preciso disso, eu não necessito desse dinheiro e meu legado fala por si só. Mas o pugilismo precisa de mim” contempla Lewis que se aposentou com o cartel de 41 vitórias, 2 derrotas e um empate. “A divisão dos pesados está tão chata, todos os grandes já foram embora”.

“Eu teria que receber 100 milhões de euros para dizer ‘sim’, e há quem me pague isso. Tem pessoas que me pagariam isso para lutar novamente, seria eletrizante pelo esporte e pra mim. Caso eu volte será para vencer e não para brincar”. Lewis ao mesmo tempo que se mostra desinteressado deixa uma porta aberta.


Fonte: BBC.co.uk

Hatton castiga Malignaggi

Britânico se recupera da derrota para Floyd Mayweather


Foto: Hatton (esq) x Malignaggi - John Gichigi/Getty Images

Na noite de sábado o MGM Grand em Las Vegas viu o britânico Ricky Hatton (45-1, 32 KOs) derrotar sem dificuldades Paulie Malignaggi (25-2, 5 KOs) tanto que seu córner Buddy McGirt jogou a toalha no 11º giro. A contenda foi disputada na categoria até 140 libras.

Apesar de iniciar bem o americano não conseguiu manter o bom ritmo após receber um potente golpe no final do segundo assalto, então tornou-se presa fácil, tanto que segurou Hatton no clinch para não cair e entrou no jogo do oponente o combate corporal e truncado e acabou levando uppers e golpes nas costelas.

O britânico foi treinado por Floyd Mayweather Sr. pai do único homem que o derroto, Mayweather Jr., e recuperou sua confiança tanto que fez da cabeça do Magic Man um punching ball que parecia prestes a ser arrancada do pescoço. Agora após a desistência do adversário pode esperar pelo resultado do confronto entre Oscar De La Hoya e Manny Pacchiao. Ou o primeiro desiste da aposentadoria e o enfrenta caso vença ou o segundo perdendo ou vencendo lute com ele.

Na preliminar o contender da terceira temporada Brian Vera (16-2, 10 KOs) foi corajoso, porém fraco contra James Kirland (24-0, 21 KOs) e foi sacrificado o combate todo. Seu castigo veio em três knockdowns, 2 no 2º round e 1 no 8º o que obrigou o árbitro a interromper o combate.


Hitman comemora com seus conterrâneos os irmãos Gallagher da banda Oasis

Garay defende título e Salles perde decisão unânime

Em Rostock, Alemanha, o argentino Hugo Hernan Garay (32-3, 17 KOs) derrotou na pontuação o local e adversário mandatório Jürgen Brahmer (31-2, 25 KOs) em defesa do título da WBA dos meio-pesados – até 79,4 kg -.

Garay conseguiu com uma troca de golpes no centro do ringue a pontuação ao seu favor de 118-110, 117-112 e 116-115. Vale lembrar que em muitos casos árbitros locais favorecem os compatriotas. Da mesma sorte não desfrutou Adriana Salles (11-4-1, 5 KOs).


Foto: Globo Esporte - Salles (esq) x Menzer

A brasileira fez a preliminar contra a local Ina Menzer (22-0, 9 KOs) em luta válida pelos cinturões da WIBF e WBC da categoria pena em poder da alemã. A vitória foi por decisão unânime com as papeletas apontando 98-92, 99-91 e 100-90. Conforme o site Globo Esporte Salles lutou bonito.

sábado, 22 de novembro de 2008

O fim do Império Americano

Os E.U.A perdem sua influência nos ringues


A Morte de Apollo - Rocky IV / Divulgação



No boxe moderno criado pelos britânicos não houve país tão hegemônico quanto os Estados Unidos da América. Foi mais de um século de domínio que inclui nomes desde John L. Sullivan até Floyd Mayweather Jr.

Assim como o ataque de 11 de setembro contra as torres gêmeas alertou que não existe mais a soberania da segurança do Estado, os avanços nucleares na Coréia do Norte e Iran colocam em cheque o poder bélico e o crescimento de nações como China e Rússia apontam a falência econômica do país do Tio Sam, o quadro de atuais campeões tem rostos de diversos países e diferentes etnias.

Nos E.U.A os garotos sonhavam em ser campeões mundiais como escreve Jeremy Schaap no livro O Homem-Cinderela (2005) sobre o detentor da coroa máxima James J. Braddock que reinou no período pós Crash de 29. A mesma obra conta sobre campeões mundiais dos pesados mais famosos que presidentes.

Atualmente os jovens podem ter destaque em outros esportes que não precisem levar socos na cara para obter sucesso o que explica a evasão para modalidades como basquete, futebol americano e beisebol. Evander Holyfield cortejou a bola do futebol americano quando garoto e na adolescência Roy Jones Jr se dividia entre os ringues e as quadras do esporte de Michael Jordan.

Os dois citados acima são personificações dessa perda de poder americano. Evander Holyfield por sua idade avançada não conseguiu uma ótima apresentação contra Sultan Ibragimov no ano passado pelo título da WBO o que lhe tirou a chance de ser o campeão mais velho e bater o recorde de George Foreman. Agora dia 20 ele tentará o mesmo contra o gigante russo Nikolay Valuev e mesmo vencendo não derrotará um adversário fora de série.

Roy Jones Jr. foi o lutador mais completo da década passada, eleito o melhor ‘pound-for-pound’ pela The Ring Magazine. Em seu currículo constam nomes como Vinny Pazienza e Bernard Hopkins, mas nas mãos do galês invicto Joe Calzaghe foi uma sombra do pugilista do passado. O próprio Hopkins apesar da boa fase, devido sua idade avançada para o esporte - 43 anos - logo verá o fim de sua carreira.

As medalhas do boxe amador dos Jogos de Pequim deste ano viram os donos da casa surpreender e conquistar 2 ouros, 1 prata e 1 bronze tendo o país de Muhammad Ali uma apresentação medíocre e apática que rendeu 1 bronze. Um exemplo do desinteresse do jovem pelo esporte de luvas.

No passado campeões de diversas origens saiam dos E.U.A. Max Baer tinha ascendência judaica, Jake LaMotta conta com raízes italianas, Braddock vinha de um lar irlandês. Essas minorias entraram para o capitalismo através do negócio próprio e do ensino superior e subiram para a classe média ou ficaram ricas sem calçar luvas.

Com o tempo e as ações afirmativas – que nos E.U.A funcionam e cabem dentro de seu contexto histórico, diferente de como são aplicadas em nosso país – os negros passaram pelo mesmo processo e cada vez mais há um êxodo desse grupo dos ringues mundiais, até mesmo porque agora podem ser presidentes.

A Morte de Apollo

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Hugo Hernan Garay faz pesagem nu antes de luta

Argentino defenderá o título dos leves diante do alemão Juergen Braehmer



GLOBOESPORTE.COM
Rostock, Alemanha

Em disputa válida pelo cinturão da Associação Mundial de Boxe, o argentino Hugo Hernan Garay defenderá o título dos leves diante do alemão Jürgen Brähmer, neste sábado, na cidade de Rostock, Alemanha.

Os rivais se encontraram, nesta sexta-feira, para a pesagem. Com cara de de poucos amigos, o argentino subiu na balança completamente nu.

“Pigu”, como é conhecido o hermano, fará sua primeira defesa de título na casa de seu adversário, cujo última derrota como profissional ocorreu em 2006.

Brähmer não luta desde abril deste ano, quando bateu Karim Bennama.

Atitude

Gostando ou não, atitudes como essa não passam desapercebidas e servem para promover o esporte de luvas de certa maneira. Garay lembro-me do lendário entertainer do pugilismo Hector "Macho" Camacho.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Riddick Bowe - O Retorno II


Riddick Bowe fez seu último combate em 2005 - Getty Images

Mais um veterano volta a calçar as luvas

FRANKFURT, Alemanha – Ex-campeão dos pesados Riddick Bowe lutará após um hiato de 3 anos em uma preliminar da defesa de título da FIB de Wladimir Klitschko contra Hasim Rahman em 13 de dezembro. O oponente do veterano ainda não foi determinado.

Bowe, 41, se aposentou em 1996 e retornou em 2004. Lutou novamente em 2005 e desde então está inativo. Sua única derrota em 43 combates foi para Evander Holyfield e este aos 46 se prepara para encarar Nikolai Valuev no próximo mês pelo boldrié da WBA.

Um jornal alemão relata nesta quinta-feira que Lennox Lewis, 42, se prepara para a revanche contra Vitali Klistchko, irmão mais velho de Wladimir e atual campeão da WBC, após derrotar o nigeriano Samuel Peter. O período pontua que a luta pode ocorrer no meio do próximo ano.

Fonte: FOXSPORTS.com

domingo, 16 de novembro de 2008

David Haye surpreende na categoria máxima


David Haye após vitória - BBC

Britânico nocauteia em estréia entre pesados

David Haye (22-1, 21 KOs) dominou a categoria dos cruzadores e unificou os cinturões, agora como um pesado se apresentou muito bem após nocautear Monte Barrett (34-7, 20 KOs) no quinto giro em Londres na O2 Arena, sábado.

Haye conseguiu dois knockdowns no 3º assalto e mais outro no quarto. O britânico escorregou e no chão acabou atingido por um soco do oponente que fez Barrett perder um ponto. O novato entre os pesados levantou conseguiu mais uma queda ao 1 minuto e 28 segundos, então o árbitro encerrou a disputa.

“Não é fácil ir de cruzador para peso-pesado, mas David Haye fez isso brilhantemente” falou Vitali Klistchko (36-2, 35 KOs) para a Radio 5 de Londres. O campeão da WBC observou o possível futuro adversário.


Haye conversa com Vitali Klistchko - BBC

“A categoria dos pesados precisa de lutadores fortes e bons. E eu vi um lutador que pode disputar pela coroa da divisão” acrescentou Klistchko que acredita na possibilidade de encontrar o britânico no ringue na Inglaterra ou na Alemanha, mas espera por mais lutas do ex-cruzador. “Ele tem tudo necessário; poder, velocidade, bons reflexos. Mais duas lutas e estará pronto para desafiar pelo boldrié”.

“Eu sairei vitorioso, não importa se é Wladimir Klistchko ou Vitali” afirma Haye sobre o embate contra um dos irmãos campeões mundiais. O primeiro detém as coroas da IBF e WBO, enquanto o segundo mantém a da WBC.

Vitali também declarou seu interesse por uma revanche contra o também representante da terra da Rainha Elizabeth, Lennox Lewis que o derrotou em 2003 e se aposentou depois. “Eu escutei que Lennox Lewis está treinando novamente e pensando em um retorno. Caso isso ocorra eu lutarei com ele e Wladimir lutará contra Haye”.

Na mira dos irmãos está também o gigante russo Nikolay Valuev (49-1, 34 KOs) dono do cinturão da World Boxing Association que o defenderá contra o veterano e consagrado Evander Holyfield (42-9-2, 27 KOs) na Suíça dia 20 de dezembro. O algoz de Mike Tyson (50-6, 44 KOs) busca ser o lutador mais velho a conquistar a coroa aos 46 anos, superando o recorde de George Foreman campeão aos 45 anos em 1994 ao bater Michel Moorer (52-4-1, 40 KOs)

A atual fase dos pesados

Desde a era Tyson a categoria dos pesados sofre com a falta de um nocauteador legitimo e com a aposentadoria de Lennox Lewis a mesma se vê sem um grande campeão.

Muitos nomes surgiram tentando cobrir esse vácuo que vão desde David Tua até Ruslan Chagaev. Agora com a entrada de David Haye a categoria máxima pode reganhar o interesse do público.

Com Chagaev e Alexander Povetkin afastados por lesão; Samuel Peter um potente pegador, porém lento; John Ruiz após seu ápice assim como Evander Holyfield e Cristobal Arreola em ascensão nos rankings, Haye chega no momento certo para adicionar.

Com um cinturão Haye ajuda a Inglaterra a manter dois nomes de destaque no boxe ao lado de Ricky Hatton, já que Calzaghe se aposentou, entretanto, para isso deve ficar atento ao seu queixo de vidro que lhe custou sua única derrota. O inglês perdeu a invencibilidade em 2004 para Carl Thompson (34-6, 25 KOs).


Melhores Momentos de David Haye
Trilha Sonora Rick Ross – Hustlin it’


Lennox Lewis e Whitaker são homenageados no Salão da Fama


Lennox Lewis

Das agências internacionais
Em Los Angeles (EUA)


Dois ex-campeões mundiais tiveram prestadas homenagens e garantiram espaço no Salão da Fama do Boxe, em um evento realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, no sábado. O inglês Lennox Lewis, ex-campeão dos pesos pesados, e o norte-americano Pernell Whitaker, que deteve cinturões em três categorias, foram os eleitos.

O evento ainda homenageou outros nomes como os também norte-americanos Greg Haugen e Marvin Johnson, além de premiar a melhor luta da temporada, entre os mexicanos Israel Vázquez e Rafael Márquez, que duelaram pelo título dos supergalos, pelo Conselho Mundial de Boxe. Foi a terceira luta entre eles e Israel se deu melhor, desempatando o confronto.

Lennox Lewis foi homenageado por ter sido um dos maiores nomes entre os pesos pesados na história do boxe mundial. Com um cartel de 41 vitórias, duas derrotas e um empate, ele chegou a deter três dos mais conceituados títulos: Conselho (CMB) e Associação Mundial de Boxe (AMB), e Federação Internacional de Boxe (FIB).

Entre suas vítimas estiveram nomes como Evander Holyfield - duas vezes, em 1999 -, Shannon Briggs e Mike Tyson. Ele encerrou a carreira batendo o ucraniano Vitaly Klitschko, que hoje voltou a ser campeão mundial.


Pernell Whitaker / The Ring Magazine

Já Whitaker começou como profissional em 1984 e conquistou seu primeiro cinturão quatro anos depois, entre os leves, pelo CMB. Ele chegou a deter três títulos antes de subir para os meio-médios ligeiros em 1992 e ser novamente campeão, assim como aconteceu entre os meio-médios. O pugilista encerrou a carreira em 2001, com 40 vitórias, quatro derrotas e um empate.

Fonte: Uol

Melhores momentos Pernell "Sweat Pea" Whitaker


Jermain Taylor bate o amigo Lacy e vai para a disputa do título


Lacy luta com Taylor (dir) / Scott Foster - Fire Wires


Das agências internacionais
Em Nashville (EUA)


Em luta eliminatória pelo título mundial dos supermédios, o norte-americano Jermain Taylor (29-2-1, 17 KOs) se deu melhor sobre o amigo e compatriota Jeff Lacy (24-2, 17 KOs). Em Nashville, nos Estados Unidos, o ex-campeão mundial venceu a luta e, com isso, garantiu vaga para voltar a disputar um cinturão.

Taylor e Lacy têm uma história juntos, já que foram companheiros de quarto quando competiram nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. Na ocasião, Taylor ficou com o bronze e o amigo parou nas quartas-de-final. Desta vez, eles se encontraram dentro do ringue e o combate foi decidido por pontos, com decisão unânime a favor de Taylor.

Jermain Taylor chegou a reinar entre os pesos médios. Em 2005, ele bateu Bernard Hopkins e deteve os quatro cinturões mais importantes do mundo do boxe. Mas, perdeu o posto para Kelly Pavlik e decidiu subir de categoria após ser derrotado também na revanche. Seu rival também foi um campeão mundial, mas perdeu seus títulos para Joe Calzaghe.

O pugilista dominou Lacy nos 12 assaltos, usando a força na mão esquerda para manter Lacy sob controle. "Esse é meu retorno para voltar a ficar no topo", comemorou Taylor, que acertou 48% dos golpes desferidos. "Eu estou em forma, agradeço muito à minha equipe por isso. Estou muito orgulhoso, porque trabalhamos duro."

Apesar de não ter sido marcado nenhum nocaute, houve um momento controverso no quinto round, quando Lacy acertou um soco na parte de trás da cabeça de Taylor e os árbitros desconsideraram a queda. "Foi um nocaute. Ele foi ao chão quando o atingi."

Mesmo com a disputa forte, a amizade dos ex-companheiros de quarto continua. "Ele é um bom amigo fora do ringue. Não sou um mau perdedor e tenho muito respeito por Jermain Taylor", garantiu Lacy, que agora soma 24 vitórias e duas derrotas.

Taylor, por sua vez, tem 28 vitórias, um empate e duas derrotas, e aguardará para poder voltar a conquistar mais um título, em uma nova categoria. Atualmente, o cinturão do Conselho Mundial de Boxe está vago e será detido pelo vencedor da luta entre o canadense Jean Pascal e o britânico Carl Froch, no dia 6 de dezembro, em Nottingham, na Inglaterra.

fonte: Uol Esporte

Luta marca a carreira dos dois

O combate entre Taylor e Lacy foi mais do que apenas uma luta, pois teve o fator emocional de subir ao ringue contra um amigo e também o fato de ser um capítulo que marca um ponto crucial em suas carreiras: quem deve parar e quem deve continuar.

Lacy já havia anunciado sua aposentadoria, porém voltou aos ringues e acabou sendo derrotado por Taylor. Sua outra derrota foi para o invicto Joe Calzaghe que anunciou aposentadoria no final de semana passado ao superar Roy Jones Jr.

Os embates contra Taylor e Calzaghe eram os definitivos de sua carreira, agora podemos esperar algumas lutas contra nomes menos notáveis ou com uma chance menor uma reviravolta e uma vitória surpreendente.

Para Taylor o destino se apresenta mais simpático, essa vitória o colocará para disputar contra o vitorioso entre os até então invictos Jean Pascal (21-0-0, 14 KOs) e Carl Froch (23-0-0, 19 KOs). Ainda no ringue foi comentada sobre um desafio contra Calzaghe e o vencedor mostrou-se interessado. Agora todos querem a cabeça do britânico.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Arias é novo campeão sul-americano Fesubox do World Boxing Council


Arias (amarelo) x Acevedo

George Arias (42-11, 30 KOs) campeão brasileiro dos peso-pesados derrotou na noite de sábado em Rio Claro, São Paulo o argentino César Acevedo (9-8-2, 4 KOs) por nocaute técnico no 4º assalto faturando o título sul-americano da FESUBOX do Conselho Mundial de Boxe.

O evento foi promovido pelo Professor Marcos Macedo no Mini Ginásio Municipal com apresentações de atletas infantis, cadetes e juvenis apresentam o futuro olímpico do esporte que em nosso país começou a mostrar uma reação à apatia na disputa de Pequim neste ano.

De acordo com a Confederação Brasileira de Boxe o espaço ficou lotado.


Acevedo e Arias (dir) na pesagem

Arias melhora seu desempenho contra estrangeiros

Dentro do Brasil está mais que comprovada a hegemonia de George Arias tanto que detém o cinturão brasileiro da CBBP desde sua vitória sobre Luiz Aparecido dos Santos (9-2-1, 7 KOs) em 2003 – este inativo conforme o site Boxrec desde 2005 – já chegou a derrotar em duas oportunidades o pegador Daniel Frank (20-12-1, 20 KOs).

A vitória sobre Acevedo – que já derrotou Gonzalo Omar Basile (35-4, 15 KOs) duas vezes em uma série de melhor de três, e este que por sua vez foi algoz de Raphael Zumbano (16-4-1, 15 KOs) em disputa pelo cinturão latino dos pesados da WBO – pode ser o início do fim de uma série de revezes para oponentes internacionais como ocorreu em sua disputa pelo boldrié intercontinental da World Boxing Association de Taras Bidenko (26-2, 12 KOs) em outubro do ano passado.

Com a vitória sobre o argentino e a conquista do cinturão sul-americano da FESUBOX, George Arias pode expandir sua hegemonia do Brasil para a América Latina e se recuperar no panorama internacional das derrotas sofridas no passado.