domingo, 12 de agosto de 2012

Cayo nocauteia De Jesus no 3º round

Victor Cayo / (foto: reprodução)

O dominicano Victor Cayo, 27, 13º do ranking dos superleves (63,5 kg) da Federação Internacional de Boxe (FIB), conseguiu um nocaute técnico no 3º round e deu a primeira derrota ao conterrâneo Julio de Jesus na noite de ontem no Coliseo Carlos 'Teo' Cruz, em Santo Domingo, em seu país.

Cayo (29-3-0, 21 KO's) mostrou que está em um nível superior ao mandar De Jesus (15-1-0, 14 KO's) duas vezes a lona no 1º assalto e mais uma no 3º, o que conduziu o árbitro Oscar Perez a interromper o embate.

Na preliminar a campeã supergalo (55,3 kg) da FIB, a dominicana Katy Wilson Castillo, 21, manteve seu trono por decisão unânime diante da americana Crystal Hoy, 32. 97-93, 98-92 e 99-91 marcaram as papeletas dando Castillo (16-1-0, 9 KO's) sobre Hoy (5-5-3, 2 KO's).

Cázares supera Diaz

Hugo Cázares e Daniel Díaz / (foto: reprodução)

O mexicano ex-campeão em duas categorias "El Increible" Hugo Cázares, 34, superou ontem por pontos o nicaraguense Daniel Diaz, 26, em combate de supergalos (55,3 kg) na noite de sábado no Polideportivo Centenario em Los Mochis, Sinaloa, no México.

Apesar de ser mais baixo, Cázares (37-7-2, 26 KO's) usou de sua experiência e não se intimidou batendo Diaz (19-4-1, 14 KO's) pelo placar unânime de 118-110, 119-110 e 118-111.

N'Dou bate St. Clair

Gary St. Clair e Lovemore Ndou / (foto: Clive Franklin)

Sexta-feira o ex-campeão mundial Lovemore "Black Panther" N'Dou, 40, da África do Sul bateu o também ex-campeão Gary St. Clair, 37, por pontos em combate feito no Southport RSL, em Southport, Queensland na Austrália pela categoria dos meio-médios (66,7 kg).

N'Dou (49-13-2, 31 KO's) dominou o começo do combate usando de forma convincente o jab de esquerda que preparava o momento da combinação, enquanto St. Clair (42-12-2, 18 KO's) se movimentava no ringue de forma a dificultar a ação do sul-africano.

Entre os 6º e 7º round o que se viu foram rápidas combinações de ambos, mas o pugilista da Guiana levou vontagem. No 8º N'Dou se recompôs como líder, mas o bastão foi passado para St. Clair nos dois assaltos seguintes.

O 11º round teve ´Black Panther na frente com seus jabs de esquerda, mas no último assalto St. Clair se recuperou. A pontuação de 117-112 e duplo 116-112 fez a mão do sul-africano ser erguida.

Fonte: FightNews

sábado, 11 de agosto de 2012

Esquiva fica com prata e se torna maior atleta brasileiro do boxe olímpico

Esquiva Falcão / (foto: Cleber Mendes - Lanima)

O peso médio (75 kg) Esquiva Falcão conquistou a medalha de prata após combater o japonês Ryōta Murata. O resultado final apontou o japonês por 14 a 13, o árbitro penalizou Esquiva por considerar que o brasileiro clinchou demais o rival.

No 1º round, Murata mostrou melhor jogo defensivo, porém o estilo de Esquiva é mais vistoso e assim como seu pai Touro Moreno e o irmão Yamaguchi, medalha de bronze nesta edição dos Jogos pelos meio-pesados (81 kg), buscou o embate aliado com seu boxe fluído.

A guarda do asiático não foi tão fechada no 2º giro e Murata sangrou pela boca dada a intensidade dos golpes de Esquiva que além de mais contundente manteve seu jeito plástico de combater. As papeletas apontaram 5 a 4 para o capixaba.

O "excesso" de clinches visto pelo árbitro foi dado no terceiro round, Murata também agarrou. Não fosse pela penalização que deu dois pontos ao japonês, Esquiva seria medalha de ouro, já que de fato pontuou mais. O assalto terminou em empate de 5 a 5.

Em entrevista a jornalista Ana Hissa da SporTV, Esquiva considerou que a punição não foi justa e que o rival por ter sido vice campeão no mundial de 2011 foi favorecido, o japonês o eliminou na mesma competição. Esquiva lutou com o coração, e sua medalha de prata ilumina uma nova fase para o boxe nacional. Ryōta Murata foi vaiado pelo público do Complexo Excel.

A medalha prateada de Esquiva e os bronzes de Adriana Araújo e Yamaguchi coroam o fim do jejum de 44 anos que durava desde a primeira medalha olímpica, o bronze do peso mosca Servílio de Oliveira nos Jogos do México em 1968.

Ryōta Murata, um samurai de luvas no caminho de Esquiva Falcão

Ryōta Murata / (foto: Scott Heavy - Getty Images Europe)

O japonês Ryōta Murata, 26, fará daqui há pouco a final dos pesos médios (75 kg) do boxe olímpico nos Jogos de Londres 2012 com o brasileiro Esquiva Falcão, 24, dentro do complexo ExCel. Ano passado no mundial de Baku no Azerbaijão, o asiático superou o capixaba por 24 a 11 na semifinal.

No mundial daquele ano além de superar Esquiva, bateu o bicampeão mundial Abbos Atoev do uzbequistão. Nesta olimpíada superou Abdelmalek Rahou da Algeria, o turco Adem Kiliççi e mais uma vez Atoev por 13 a 12 nas semifinais de ontem.

Murata já pensou em deixar o boxe. Começou a treinar no início do colegial e logo depois passou para a tutela de Maekawa Takemoto que nos Jogos de Atlanta 1996 foi técnico do time japonês.

Seguiu para a equipe da Universidade de Toyo, aonde ingressou no ensino superior, porém sofreu derrotas na liga universitária. Por recomendação de Takemoto foi treinar na escola de preparo físico das Forças Armadas.

Seu sensei Takemoto faleceu aos 50 anos em 2010 e este período abalou o jovem pugilista. Em uma viagem à Tailândia ao ver as crianças lutando recuperou seu entusiasmo pela nobre arte. Assim como Esquiva, Murata também sonha com o ouro e a figura paterna de Takemoto lhe é inspiradora.

Porém, Esquiva busca o ouro como membro da equipe olímpica brasileira que foi mais longe, tem em seu pai, o legendário pugilista e lutador de vale-tudo Touro Moreno, figura que carrega em todos momentos como faz seu irmão Yamaguchi, medalha de bronze nesta edição dos jogos pelos meio-pesados.

Em 1965, no boxe profissional, outro japonês fatiou o coração dos brasileiros e levou honra para sua terra, o nome dele Masahiko "Fighting" Harada e sua melhor performance foi quando tirou a cinta mundial dos galos do ícone Éder Jofre. Murata é o samurai que tentará cortar o voo do Falcão capixaba de ninho humilde como fez no ano passado. Esquiva sabe disto e parte para encerrar um capítulo com seu rival do oriente, entretanto desta vez com o favorito e dono de campanha avassaladora.




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Lino Barros espera luta grande no final do ano

Lino Barros / (foto: Waldemir Cunha / Revista ESPN)

O mato-grossense Laudelino "Lino" Barros, 36, campeão latino da Organização Mundial de Boxe (OMB) peso cruzador (90,7 kg), em entrevista por telefone, afirmou que está em um bom momento na carreira e espera que seus empresários americanos Gary Shaw e Lou DiBella o coloquem em luta internacional de grande porte.

Lino é o atual nº 4 da Associação Mundial de Boxe (AMB) e 11º da Organização Mundial de Boxe (OMB) e obteve este reconhecimento ao vencer por pontos Julio Cesar dos Santos, o "Gaspar", tirando do rival baiano no dia 29 de junho o cinturão que já havia sido seu no passado, mas perdido por inatividade.

O pugilista do Clube Palmeiras lembra que no último embate lutou com a mão lesionada, e administrou a luta com sua experiência levando por pontos em decisão majoritária dos jurados mesmo tendo sofrido duas quedas.

Treinado por Francisco "Paco" Garcia, seu técnico desde os tempos de amadorismo, Lino continua com sua rotina de exercícios e afasta qualquer rumor de afastamento dos tablados. "Sou um cara inteiro", lembra o lutador que mantém cartel de 36 vitórias, 30 por nocaute e apenas 2 derrotas.

Peter Venâncio tem retorno anunciado em redes sociais

divulgação

O veterano paulistano Peter Venâncio, 47, teve há pouco suposto retorno aos ringues anunciado por meio de redes sociais no que seria apenas uma luta no Club Homs, no centro da capital de São Paulo, no Brasil.

Venâncio (47-12-1, 36 KO's), meio-pesado (79,4 kg) é tido como rei sem coroa, sua habilidade com os punhos o conduziria até o cinturão mundial, infelizmente para chegar neste ponto o pugilista depende de outros fatores.

Seus combates atraíram público de diversas classes sociais e origens dentre eles a luta com Marinho Soares no Hotel Unique em São Paulo que venceu por nocaute técnico em 2005. Pugilista de estilo muito técnico e fluidez no tablado encantadora assim como seus modos gentis e educados que o fazem um cavalheiro de luvas.

Estou tentando entrar em contato com o mesmo. Assim que possível mais informações.

Yamaguchi resiste até o fim e conquista bronze olímpico

Yamaguchi Falcão / (foto: Danilo Ferpa / Folhapress)

O brasileiro Yamaguchi Falcão perdeu nesta sexta-feira a semifinal dos meio-pesados (81 kg) para o russo Egor Mekhontcev, por 23 a 11. Tendo recebido contagem em dois momentos no 3º assalto, entretanto, apesar da força do rival mais forte em nenhum momento mostrou que desistiria ou se entregou. Como não há disputa de 3º lugar garantiu o bronze.

O russo Egor Mekhontcev impôs sua força e colocou Yamaguchi Falcão nas cordas no 1º round e levou a parcial por 6 a 4. Yamaguchi iniciou, melhor, porém perdeu o ritmo.

Yamaguchi voltou a sentir a força de Mekhontcev, o europeu deixou a categoria dos pesados e é notável que dentro dos meio-pesados é o de físico mais avantajado e pegada mais forte. O 2º assalto terminou em 9 a 4, para o russo.

No 3º assalto, Mekhontcev continuou pegando pesado, não buscou apenas administrar a vantagem, o que mostra a seriedade que vê no rival. Yamaguchi mostrou-se um grande guerreiro como seu pai Touro Moreno e o irmão Esquiva. Recebeu contagem em dois momentos, porém em nenhum foi ao chão ou deu sinais de pedir o encerramento do confronto. O capítulo terminou em 8 a 3 para o russo.

O medalha de bronze peso mosca nos Jogos do México em 1968, Servílio de Oliveira definiu a disputa da seguinte forma em seus comentários pela emissora ESPN: "vai perder, mas vai perder de pé, lutando até o fim". Ficam nessas imagens lições para muitos pugilistas e atletas de outras modalidades de todas partes do mundo.

Esquiva atropela Ogogo e vai para a final

Esquiva Falcão / (foto: portal Terra)

Na semifinal dos pesos médios (75 kg), o brasileiro Esquiva Falcão bateu o britânico Anthony Ogogo da Grã Bretanha por 16 a 9 e fará final inédita de um brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

No 1º Round, o britânico Anthony Ogogo partia para o clinch à cada golpe que soltava travando o embate e o espetáculo. Esquiva reclamava e sem a paralisação e separação do árbitro se expunha à socos do europeu. O brasileiro justificou seu nome e mostrou ágil e plástico jogo de corpo. 3 a 3.

No 2º round, o britânico não conseguiu clinchar tanto então Esquiva o fez sentir a força de seus golpes inclusive penetrando a guarda do europeu com seus diretos. Falcão foi dominante e levou por 6 a 3.

Um knockdown dada pela canhota de Esquiva, marcou o início do 3º round. Um golpe de direita mostrou a fragilidade de Ogogo que voltou para a lona e voltou sem equilíbrio buscando clinch. Diretos e uppers do brasileiro marcaram o assalto. Mesmo na vantagem, Falcão caiu pro pau com Ogogo e ficou com 7 a 3.

Na final encara o japonês Ryoto Murata que bateu o uzbeque Abbos Atoev por 13 a 12 no sábado às 17h45, horário de Brasília.

Rodada do final de semana

Brian Vera (esq.), Oscar de la Hoya (centro ao fundo) e Sergio Mora (dir.) / (foto: reprodução)

Os americanos pesos médios Sergio "The Latin Snake" Mora (23-2-2, 7 KO's) e Brian Vera (20-6-0, 12 KO's), ex-participantes do reality show The Contender e rivais fazem  no sábado revanche de 2011, quando o segundo surpreendeu o campeão da 1ª edição do programa televisivo. O encontro será no Illusions Theater de San Antonio, Texas, nos EUA. Vera é lembrado pelos brasileiros por ter sido superado pelo paraense Isaac Rodrigues.

Amanhã também tem o meio-médio (66,7 kg) americano Leon "The Third Generation" Spinks III (2-0-0, 1 KO) pisa no ringue no sábado para defender seu pedigree e seguir com sua jornada para provar seu espaço desta vez encarando o compatriota Ed Melendrez (0-2-0) no Sportsmans Lodge, Studio City, Califórnia, nos EUA.

Leon Spinks é o avô do rapaz. "Neon" Leon foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Montreal 1976 pelos meio-pesados e no profissionalismo bateu Muhammad Ali pelos cinturões mundiais da Associação Mundial de Boxe (AMB) e Conselho Mundial de Boxe (CMB).

Michael Spinks, tio avô de Spinks III, foi campeão unificado AMB, CMB e da Federação Internacional de Boxe (FIB) dos meio-pesados e pesado pela FIB. Nos Jogos de Montreal 76 foi medalha de ouro pelos médios.

Cory Spinks, filho de Leon I e ainda na ativa, foi campeão unificado FIB, CMB e AMB dos meio-médios e bi-campeão superleve pela FIB. Leon Spinks III tem pela frente um grande desafio para impor seu nome, mas não está queimando etapas.


Irmãos Falcão lutam hoje em busca do ouro

Esquiva e Yamaguchi Falcão / (foto: COB Divulgação)

Os irmãos Esquiva e Yamaguchi Florentino Falcão, filhos de Touro Moreno, lutam hoje nas semifinais de boxe dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 com a medalha de bronze garantida, mas em busca do ouro.

Esquiva, 22, peso médio (75 kg) encara o britânico Anthony Ogogo, 23, às 11 horas, horário de Brasília. O capixaba já superou o europeu no passado, porém hoje terá de seguir com suas vitórias avassaladoras para não deixar a decisão da cor de sua medalha na mão dos jurados da AIBA.

O meio-pesado Yamaguchi, 24, passou anteontem pelo cubano Julio la Cruz Peraza, então favorito da competição, e na tarde de hoje às 18 horas, horário de Brasília, peita o russo Egor Mekhontcev, 27.

Os combates são transmitidos pelo portal Terra e as emissoras Rede Record, ESPN, SporTV e Band Sports. Consulte o guia de programação.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Popó e Pelullo parabenizam irmãos Falcão pelo avanço Olímpico

Acelino "Popó" Freitas (esq.) e Arthur Pelullo (dir.) / (foto: divulgação)

Conforme comunicado da americana Banner Promotions, seu presidente Arthur Pelullo e o brasileiro tetra-campeão mundial de pugilismo Acelino "Popó" Freitas, 36, parabenizam os irmãos Yamaguchi Falcão Florentino e Esquiva Falcão Florentino pelo "sucesso histórico nos Jogos Olímpicos de Londres 2012". Pelullo foi o último promotor do baiano.

O peso médio (75 kg) Esquiva e o meio-pesado (81 kg) Yamaguchi já garantiram o bronze, acabando com o jejum de 44 anos desde quando Servílio de Oliveira conquistou a medalha da mesma cor nos jogos do México.

"Eu gostaria de parabenizar os dois irmãos e o resto da equipe brasileira", disse Pelullo. O dirigente aponta os dois como merecedores de orgulho de sua nação e capazes de avançar nos Jogos Olímpicos em busca do ouro.

"Yamaguchi e Esquiva são mais dois talentosos pugilistas que o Brasil revela. E tenho certeza que eles darão ainda muito o que falar. Eles têm qualidade e técnica diferenciadas e, claro, a minha torcida para conquista do ouro para o boxe olímpico brasileiro nos próximos dias. Depois quero incentivá-los para o mundo do boxe profissional, dar o meu apoio total e os caminhos certos para se tornarem referências e, quem sabe, até nossos futuros campeões mundiais.", comenta Acelino "Popó" Freitas, tetracampeão mundial de boxe, comentarista do boxe nas olimpiadas e o deputado federal.

Os filhos de Touro Moreno, lengendário pugilista brasileiro, estão nas semifinais do torneio e conforme o comunicado acima despertam interesse de agentes internacionais de destaque no cenário.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Rosilete dos Santos busca carreira política

Rosilete dos Santos e sua filha Nicoly / (foto: reprodução)

Rosilete dos Santos, 37, é a atual campeã mundial supermosca pela WIBA (Associação Internacional de Boxe Feminino), grupo de prestígio no boxe de mulheres, e está com posição de destaque nos rankings das quatro grandes entidades do pugilismo profissional: Associação Mundial de Boxe (AMB), Federação Internacional de Boxe (FIB), Organização Mundial de Boxe (OMB) e Conselho Mundial de Boxe (CMB). Também possui o cinto do WPC (Comissão Mundial de Pugilismo) - entidade de pequeno porte -.

Agora encara outra luta, terá de ficar íntima das funções burocráticas do gabinete de um vereador e para isso tem feito campanha para ser eleita para a Câmara Municipal de São José dos Pinhais no Paraná. Nesta entrevista fala de sua nova realidade e a carreira de pugilista.

Por quê decidiu entrar para a política?

Fui convidada pelo secretario de esportes de São José dos Pinhais, Claudio Padilha para que a cidade possa ter alguém do meio esportivo no Poder Legislativo, assim o esporte teria mais força, já que eu tenho um perfil de guerreira.

Os encontros no início do ano com o ministro dos Esportes Aldo Rebelo tiveram relação com sua escolha?

Não. Apenas fui apresentada como campeã mundial de boxe e membro do partido do ministro.

Pretende conciliar as atividades no gabinete com as do ringue?

Já tenho 37 anos e já lutei muito. Não sei quando, mas ano que vem penduro minhas luvas.

Sabe o que faz um vereador?

Cabe ao vereador mostrar os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Porém não é apenas isto. Cabe-lhe também a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal e do próprio Legislativo.

Há leis de cunho esportivo em São José dos Pinhais?
Sim. Lei de criação do conselho municipal e do fundo municipal.

São poucas as mulheres nas câmaras municipais ou política em geral, apesar do destaque e figuras chave no panorama mundial. Como enxerga esta situação?

Nos mulheres somos 56% da população brasileira, portanto somos a maioria, mas no poder Legislativo somos a minoria. Este processo está numa fase de crescimento, pois a mulher está evoluindo em todas as funções. Daqui uns 30 anos as mulheres serão a maioria... Tomara...

Adriana diz que foi humilhada por dirigente da CBBoxe que por sua vez minimiza críticas

Adriana Araújo / (foto: Murad Sezer - Reuters)

Apesar da medalha de bronze conquistada hoje pela peso leve (60 kg) Adriana Araújo, 30, a pugilista soteropolitana criticou o presidente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) Mauro Silva e sua gestão em meios de comunicação de grande exposição como SporTV, Agência Estado e portal iG além de outros.

"Essa medalha é para calar a boca dele (Mauro Silva). Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil", declarou à imprensa Araújo logo após sua luta com a russa Sofya Ochigava, 25.

"Ela está aqui porque eu acreditei nela. Como é que ela disputaria os Jogos se eu não acreditasse? Isso nem passou pela nossa cabeça. A Adriana representou o Brasil de maneira maravilhosa dentro do ringue e nada vai tirar o brilho dessa conquista, mas ela fez comentários infelizes. Temos eleições em janeiro e acredito que possam existir interesses políticos por trás desses comentários", declarou Mauro Silva à reportagem do IG.

A reportagem do iG assinada por Rodrigo Farah e Rodrigo Fontes seria uma rivalidade entre o treinador baiano Luiz Dórea, formador de Adriana, e Silva. Dórea que preparou alguns dos maiores nomes do pugilismo atual e do MMA teria um relacionamento "conturbado com Mauro Silva".

A reportagem aponta que Dórea "acusou o presidente de boicotar o campeão mundial dos Jogos Militares, Pedro Lima, da seleção brasileira" e tem solicitado para que o dirigente não consiga a reeleição em janeiro do próximo ano.

Lima, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007, é segundo no ranking brasileiro de pesos médios atrás de Esquiva Falcão Florentino que já garantiu a medalha de bronze e estará nas semifinais em busca do ouro. O boxeador em seu perfil de Facebook fez declarações recentes de sofrer perseguições da entidade.

Dórea afirmou também à reportagem do iG que muitos se decepcionaram com o atual dirigente e este "se transformou em outra pessoa". O técnico acusa o desafeto de "maltratar" atletas e criar "uma ditadura na confederação", além de querer "colocar a Adriana para fora". Outra denúncia é que o cartola boicota pugilistas baianos.

Após perder a luta, Adriana reclamou do afastamento de seu técnico Luiz Dórea e sua academia Champion em Salvador, o isolamento na concentração. Mauro Silva elogia o centro de treinamento paulista, porém negou o ocorrido.

"Precisamos de mais valorização desse cara, mas tomara que essa medalha sirva para calar a boca dele. O povo brasileiro precisa saber das coisas horríveis que ele já disse para mim. Mas nunca dei atenção, pois acreditava no meu potencial. Ele já me humilhou muito, mas não caí de paraquedas no boxe", aponta a medalhista olímpica.

Ao iG, Servílio de Oliveira, primeiro medalhista do boxe nacional em Olimpíadas, também criticou a gestão Mauro Silva e mencionou outro caso de boicote. O do peso pesado Rafael Lima, que conforme Servílio é uma figura de liderança entre os pugilistas e por discordar de algumas posições "simplesmente foi tirado do caminho".

Gabriel de Oliveira, ex-técnico da seleção nacional, atual comentarista da Band Sports e filho de Servílio já mencionou no passado recente o caso do paraense Rafael Lima, medalha de bronze no Pan 2007, como pugilista que merecia estar na seleção atual.

Fontes: iG, Agência Estado e UOL

Yamaguchi Falcão bate cubano e garante bronze

Yamaguchi Falcão (esq.) e Julio la Cruz Peraza (dir.) / (foto: Reuters)

O boxe brasileiro garantiu ao menos três medalhas de bronze, logo pela manhã de hoje Adriana Araújo, 30, peso leve (60 kg) perdeu luta, resultado considerado errôneo por muitos comentaristas, e ficou com o bronze. Na tarde Yamaguchi Falcão, 24, dos meio-pesados (81 kg) bateu o campeão mundial Julio la Cruz Peraza, 21, de Cuba por 18 a 15 e avança para as semifinais, garantindo com isto ao menos o outro.

Yamaguchi perdeu na final do Pan de Guadalajara 2011 para Peraza, e desta vez superou a crítica especializada e a crença do próprio cubano ao tirar o rival da competição. O capixaba tirou um gosto amargo de sua garganta.

O terceiro bronze garantido está com Esquiva Falcão que segue em busca do ouro na semifinal na sexta-feira às 11h, horário de Brasília, contra o inglês Anthony Ogogo. No mesmo dia às 18h, Yamaguchi encara o russo Egor Mekhontcev que hoje superou o uzbeque Elshod Rasulov por 19 a 15.

Touro Moreno, lengendário pugilista brasileiro, lutador de vale-tudo e telecatch (pro-wrestling), deve estar junto da família na sexta-feira torcendo pelos meninos que carregam seu sobrenome pelo mundo e estão fazendo parte da seleção nacional que foi mais longe.

Fonte: ESPN/Estadão

Adriana Araújo fica com bronze, mas combateu com garra

Adriana Araújo / (foto: Daniel Marenco / FolhaPress)

100ª medalha do Brasil em Jogos Olímpicos

A brasileira peso leve (60 kg) Adriana Araújo, 30, ficou com a medalha de bronze após perder combate para a russa vice-campeã mundial 2010, Sofya Ochigava, 25, com o resultado de 17 a 11 em semifinal dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O 1º round foi equilibrado com Ochigava se movimentando em círculos, enquanto Adriana esperava o momento propício para encaixar sua mão pesada, a russa mantinha o combate à distância por respeito ao poder da brasileira. O resultado parcial foi empate de 3 a 3.

No segundo assalto, Ochigava foi mais presente e colocou 5 a 3, Adriana não encontrou os momentos ideais para colocar as mãos contra a rival, mas se movimentou mais e foi ativa.

O 3º assalto, a atleta guiada pelo técnico Claudio Aires, mostrou mais atividade e emplacou duros golpes, inclusive foi sagaz e agrediu a rival enquanto a russa cometia a distração de arrumar a camiseta sem a luta ser interrompida. Lembrou Floyd Mayweather contra Victor Ortiz no profissionalismo, mas como o americano agiu na legalidade do embate. Os jurados repetiram o resultado do round anterior, 5 a 3, porém deu um verdadeiro esculacho na europeia.

Ochigava até dançou frente Araújo no 4º assalto, mas recebeu mais golpes fortes e evitou o confronto corpo-a-corpo. O placar marcou 4 a 2 para a russa que no final abraçou a brasileira e lhe deu um beijo no rosto, hábito de seu país, demonstrando respeito pela grande adversária. A vencedora encara a irlandesa Katie Taylor, campeã mundial de 2011, na final.

Julio Cesar la Cruz Peraza, o rival cubano de Yamaguchi Falcão

Julio la Cruz Peraza (esq.) e Yamaguchi Falcão Florentino (dir.) / (foto: Getty Images)

O cubano Julio Cesar la Cruz Peraza, 21, "desperta sede de vingança em Yamaguchi Falcão", conforme denota o portal Terra em matéria sobre o grande obstáculo do brasileiro na obtenção de medalhas na quartas-de-final a serem disputadas hoje em Londres 2012.

"Anote bem esta data, pois hoje começo minha cadeia de triunfos que culminará com o título nos Jogos Olímpicos de Londres", a declaração de Peraza feita no ano passado, ele é o atual campeão mundial tendo obtido o título em Baku, Azerbaijão na temporada de 2011 pela categoria dos meio-pesados (81 kg).

Quem buscará interromper a ascensão do cubano é o brasileiro Yamaguchi Falcão Florentino, 24, filho do legendário pugilista, lutador de vale-tudo e telecatch (pro-wrestling) Touro Moreno. Nos Jogos Pan-Americanos de 2011 em Guadalajara no México ambos se encararam, mas deu 22 a 12 para Cuba na final da categoria. Peraza fechou o ano com 34 vitórias e 2 derrotas.

"Chacha", como é chamado no meio Peraza, nasceu na cidade de Camagüey, da qual vieram quatro campeões mundiais, em 11 de agosto de 1989. O jovem iniciou na nobre arte aos seis anos, filho do treinador cubano de boxe Ramiro Basulto, soltou seus primeiros golpes no Ginásio Casino, em sua cidade, sob as orientações do técnico Barbaro Guaso e também teve apoio do pai.

Aos 18 anos faturou o torneio Playa Girón e chamou atenção da equipe nacional. Passou a treinar na Escola Nacional de Boxe e participou da equipe cubana que tentou ir aos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, marcada pela falta de medalhas de ouro da ilha, a nação mais tradicional neste esporte. Peraza foi crucificado pela imprensa e expulso da esquadra nacional em 2009. "A maior injustiça" em sua carreira conforme o mesmo declarou à imprensa.

2010 marca o retorno de Chacha para o time oficial, desta vez sob a tutela do treinador Raul Fernandez, o qual vê como responsável pelo seu crescimento no ringue. Fernandez afirma só trabalhar com "campeões" e que com seu trabalho Peraza que era um lutador defensivo se tornou também capaz de atacar com mesma ou mais eficiência, e estas qualidades o levaram ao título mundial.

2011, marcou a saída de Peraza da sarjeta para a cobertura, foi eleito melhor atleta de Cuba e maior boxeador das Américas. O aniversário do jovem será no próximo sábado, um dia antes da final olímpica, e promete se dar de presente uma medalha de ouro.

Peraza terá que voar mais alto que Yamaguchi Falcão hoje, em batalha que começa às 18h30, horário de Brasília. O capixaba por sua vez também quer melhorar o Brasil no quadro de medalhas e quem vencer garante ao menos o bronze, já que não há disputa de terceiro lugar no boxe.

Os embates de boxe têm transmissão do portal Terra e das emissoras Rede Record, SporTV, Band Sports e ESPN. Consulte seu guia de programação.

Fonte: Terra

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Carlos Monzón, o apaixonante anti-herói das matinés

Carlos Monzón / (foto: reprodução)

"Carlos Monzon não era um daqueles manequins com um nariz que se pode pendurar seu chapéu, na verdade, ele tinha o jeito discreto de um ídolo de matinés, daqueles com sobrancelhas delicadas, nenhuma marca no rosto e um corpo trabalhado que poderia servir de modelo para fotos de homens "colírios" em revistas de garotas. E ele lutava da mesma maneira, com uma suavidade e frieza de gelo derretendo, seu estilo era um cruzamento de agressividade cautelosa e cautela agressiva. Com uma longa direita arremessada por garantia", assim o jornalista americano Bert Sugar (1937-2012) define o pugilista argentino Carlos Monzón (1942-1995) em seu livro The 100 Greatest Boxers of All Time (1984). O sul-americano completaria hoje 70 anos.

"Monzon, quem é você?" indagava o jornal italiano Corriere dello Sport quando o campeão sul-americano dono do calção com a inscrição "Fernet Branca" desafiou o italiano Nino Benevenuti pelo cinturão mundial em posse do europeu. O embate foi no Palazzetto dello Sport, em Roma, Lazio, no país do rival, em 1970.

Carlos Monzón (esq.) e Amilcar Brusa (dir.) / (foto: reprodução)

Monzón subiu ao ringue como azarão nas apostas em 3-1, e respondeu a pergunta dos cronistas esportivos europeus e dos apostadores da forma que sabia e já conhecida pelo povo sul-americano, com seus ágeis e elegantes punhos.

Conquistou o trono dos médios da Associação Mundial de Boxe (AMB) e Conselho Mundial de Boxe (CMB) além de luta do ano pela bíblia do boxe Ring Magazine com um golpe no queixo do pugilista residente e a audiência se fechou em silêncio e espanto.

Antes dessa noite tivera duras provações na carreira, tendo perdido três combates, um deles para o espanhol radicado brasileiro Felipe Cambeiro. Todos revezes foram vingados de forma que Monzón se tornou um dos principais nomes da região sul do continente americano.

"Monzon, quem é você?" - Corriere dello Sport

"Monzón é o lutador completo. Consegue boxear, consegue bater pesado, consegue pensar e é jogo pra qualquer hora", declarou Angelo Dundee após o argentino bater José "Mantequilla" Nápoles em fevereiro de 1974 em apenas seis rounds valendo suas coroas.

Nos ringues o reinado durou 7 anos e 14 defesas, Benvenuti em revanche perdeu por nocaute técnico no terceiro round e além do italiano e de Nápoles grandes nomes não resistiram à força inteligente do argentino como o americano Emile Griffith e o colombiano Rodrigo Valdéz, este só conseguiu a coroa após o rei deixar o trono em 1977.

Carlos Monzón no lançamento de El Macho em setembro de 1977 em Paris, França / (foto: reprodução)

Enquanto mantinha o sucesso no ringue e as señoritas na alcova estrelou La Mary (1974), película de seu país dirigida pelo franco-argentino Daniel Tinayre. Depois veio El Macho (1977), um western-spaghetti. A vida de estrela era diferente do início humilde no tradicional Luna Park ao lado do técnico, maestro e mentor Don Amilcar Brusa (1922-2011).

O apelido Escopeta servia pelo estrago que fazia nos tablados, mas também pode aludir a vida louca e barulhenta que tinha fora deles. A personificação do amante latino e do macho sul-americano, Monzón teve quatro esposas e muitas companheiras, mulheres da Sociedade do Espetáculo. A maioria o acusou de violência doméstica. Também agrediu um paparazzi.

"Cuatro veces me casé y cuatro veces me equivoqué. Nunca tendría que haberme casado", disse Monzón sobre sua vida amorosa. Foi amigo de Mickey Rourke e Alain Deloin, mas acabou deixando falsas amizades se aproximar, uma delas o álcool em excesso.

Destrutivo como um tiro de calibre 12

Após o sucesso nos ringues, a vida pessoal há tempos amargava em knockdowns. A esposa Susana Giménez o deixou em 1978, na época era atriz e co-estrelou La Mary, hoje é uma das principais celebridades do país portenho e apresentadora de talk-show. Os casos de violência no lar dos Monzón já era público.

O célebre ex-pugilista se uniria a modelo uruguaia Alicia Muñiz um ano depois. Seus demônios o consumiram mais uma vez, os casos de espancamentos eram conhecidos pelos fãs argentinos, muitos relevavam por ser alguém que lhes trouxe diversas alegrias e esperavam que um dia abdicasse deste comportamento.

O corpo de Alicia foi arremessado do segundo andar do resort em Mar del Plata que passavam as férias em 1988. Após uma discussão Monzón a agrediu, estrangulou e a atirou pela sacada. No ano seguinte foi condenado à 11 anos de cárcere. Para o povo era "campeón", para a Lei e Justiça "asesino".

O lendário pugilista recebera um final de semana de indulto para visitar sua família e filhos, porém sua história foi interrompida antes do momento de redenção. No dia 8 de janeiro de 1995, enquanto dirigia para o encontro de seus amados, sofreu acidente automobilístico fatal.


Carlos Monzón / (foto: reprodução)

"Dale Campeón" (Vá Campeão), cantou uma multidão no funeral do ídolo argentino e um dos maiores lutadores de todos os tempos. Monzón deixa um legado em filmes, videogames, fotos, livros e outras fontes com 87 vitórias, sendo 59 por nocaute, 3 derrotas e 9 empates. Foi um pugilista de um período mais árduo e de um jogo mais honesto. Um confuso, mas amado herói de matinés da vida real que viveu à sua maneira. 

Funeral de Carlos Monzón em 1995 / (foto: reprodução)

Yamaguchi e Adriana representam país amanhã nos ringues de Londres 2012

Adriana Araújo / (foto: Getty Images)

Os brasileiros Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo representam o país amanhã nos ringues dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 no que vem sendo considerada a melhor campanha do país em Olimpíadas.

Às 10h15, horário de Brasília, a peso leve (60 kg) Adriana Araújo, 30, sobe ao ringue para encarar a russa Sofya Ochigava, 25, pelas semifinais. Segunda-feira Adriana bateu a cazaque Saida Khassenova em sua estreia e no dia seguinte superou a marroquina Mahjouba Oubtil.

Ochigava recebeu o "bye" e entrou já nas quartas-de-final derrotando a australiana Alexis Pritchard por 22 a 4. Quem perder garante ao menos o bronze, já que no boxe não há disputa de terceiro lugar.

Yamaguchi Falcão / (foto: Jack Guez / AFP)


O meio-pesado (81 kg) Yamaguchi Falcão Florentino, 24, encara o cubano Julio la Cruz Peraza, 22. O brasileiro vem de vitórias sobre o indiano Sumit Sangwan na preliminar e o chinês Fanlong Meng nas oitavas-de-final.

Peraza foi campeão mundial pela categoria ano passado em Baku, no Azerbaijão. Por isto recebeu o "bye" que o isentou das preliminares. Nas oitavas-de-final bateu Ihab Almatbouli por 25 a 8. É tido como favorito da categoria.

As lutas são transmitidas pelo portal Terra e as emissoras Rede Record, Band News, ESPN e Sportv. Consulte o guia de programação.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Esquiva domina Zoltan Harcsa e vai para a semifinal em Londres 2012

Esquiva Falcão / (foto reprodução)

O peso médio (75 kg) Esquiva Falcão Florentino, 23, bateu o húngaro Zoltan Harcsa, 19, na tarde de hoje e garantiu sua participação nas semifinais dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e ao menos a medalha de bronze, já que na nobre arte olímpica não há disputa de 3º lugar.

Esquiva no 1º round foi dominante colocando diretos na face e acertando uppers de direita no queixo de Harcsa, o placar lhe conferiu 6 a 2. No 2º assalto, Harcsa se movimentou mais do que na passagem anterior, mas Esquiva seguiu dominante marcando 5 a 4.

O terceiro assalto foi praticamente uma reprise dos assaltos anteriores, porém os jurados apontaram 4 a 3 para Harcsa que chegou como um dos pugilistas mais fortes do torneio. Sexta-feira o capixaba enfrenta o inglês Anthony Ogogo.

Esquiva no final fez o gesto em "T" com seus braços em homenagem ao pai Touro Moreno, legendário pugilista que também atuou em combates de vale-tudo e telecatch (pro-wrestling) e o treinou assim como seu irmão o meio-pesado (81 kg) Yamaguchi Falcão que também está em Londres.

Resultados de Valência, Perus, São Paulo em maio

Conforme o site Boxrec, na quarta-feira (09/05), foi realizada uma rodada de pugilismo profissional em Valência, Perus, São Paulo no Ginásio do GRES. Quase todos embates foram encerrados pela via rápida.

Acácio João Ferreira, o "Baianinho" (11-0-1, 9 KO's) superou o debutante Ronaldo Araújo por nocaute técnico no 5º giro pela categoria dos super-meio-médios (69,9 kg).

O pena (57,2 kg) Darli Gonçalves Pires (20-15-1, 11 KO's) bateu por nocaute técnico no 8º giro Jurandir Lopes de Oliveira (0-9-0).

O cruzador (90,7 kg) Marcelo Leandro da Silva, o "Queixada" (21-3-0, 16 KO's) nocauteou no 7º giro Marcelo Menezes (0-6-0, 7 KO's). Das 7 derrotas no cartel de Menezes, cinco foram para Queixada.

O meio-médio (66,7 kg) Rodrigo Tatijewski (1-0-0, 1 KO) venceu o também estreante Paulo da Silva (0-1-0) por nocaute no 2º assalto. O meio médio Pablo Sucupira (1-0-0, 1 KO) também iniciou no profissionalismo com nocaute técnico em Fabiano Morais (0-1-0) no 3º round.

A supermosca (52,2 kg) Aline Lopes (1-0-0) venceu por decisão unânime nas papeletas após quatro assaltos a novata Estefani dos Santos (0-1-0). Os jurados lhe deram 38-37, 39-37 e 37-35.

Lucimaria Gomes de Freitas (1-0-0, 1 KO) estreou como superpena (59 kg) vencendo por nocaute técnico no 2º giro Valesca da Silva.

Por e-mail o dirigente da Associação Nacional de Boxe (ANB) Adimilson Vasconcelos da Cruz, o "Pai Lalá", afirmou não possuir vídeos dos combates.

Fonte: BoxRec

Adriana Araújo bate marroquina e avança para semifinais

Adriana Araújo / (fotoimagem: portal Terra)

Baiana garante o bronze

Adriana Araújo, 30, venceu por 16 a 12 a marroquina Mahjouba Oubtil, 27, há pouco pelas quartas-de-final dos pesos leves (60 kg) dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e avança para as semifinais tendo garantido ao menos a medalha de bronze.

Adriana foi mais eficaz e ativa no 1º assalto levando-o por 4 a 2, no 2º venceu por 3 a 2, em ambos foi notável que utiliza melhor os diretos e jabs do que a rival favorecendo o deslocamento do ombro para desferir seus golpes.

No 3º round Mahjouba a venceu por 4 a 3, utilizando de muitos clinches e de sua envergadura maior. A atleta marroquina não lutou na fase anterior tendo recebido o "bye", enquanto Adriana bateu a cazaque Saida Khassenova.

A baiana treinada por Luiz Dórea e guiada no ringue por Claudio Aires colocou sequência de 1-2 no 4º e último assalto e usou o pêndulo com precisão ao modo que seu ídolo de luvas fazia, o legendário Mike Tyson.

domingo, 5 de agosto de 2012

"Nós atletas estamos perdendo para os juízes"

Robenílson de Jesus / (foto: AFP)

O peso galo (56 kg) brasileiro Robenílson de Jesus, 24, foi mais um prejudicado pela arbitragem da AIBA (Associação Internacional de Boxe Amador), e perdeu na tarde de hoje seu combate das quartas-de-final para o cubano Lazaro Alvarez Estrada, 21, por 16 a 11 e com a declaração da pontuação, Robenílson chorou.

"Acho que nós atletas estamos perdendo para os juízes e não para os outros atletas", declara o baiano Robenílson. Guiado no tablado pelo técnico João Carlos Soares e formado por Luiz Dórea aponta que deu o máximo de si no combate,  lembra que deu uma queda no caribenho, mas que o árbitro não abriu contagem.

Críticos e atletas consideram que os pugilistas cubanos e ingleses, os lutadores da casa, podem estar sendo favorecidos por alguns árbitros. O legendário campeão do mundo de boxe profissional Roy Jones Jr., 43, dos EUA perdeu a final de 1988 dos Jogos de Seul por conta de esquemas e não assiste mais a competição em decorrência do que considera ser um torneio manchado por más atitudes.

Alvarez foi campeão mundial juvenil e adulto e seu país é a maior potência do pugilismo olímpico. O leve (60 kg) Robson Conceição foi prejudicado no 2º round para o local Joshua Taylor e perdeu sua estreia nos Jogos.

Dois combates já tiveram sua decisão revertida e o americano Errol Spencer Jr. e o japonês Satoshi Shimizu que não tiveram os braços levantados logo após o gongo final de seus combates contra o indiano Krishan Vikas e Magomed Abdulhamidov do Azerbaijão respectivamente, tiveram os resultados revertidos após suas delegações entrarem com recursos.

Com estilo inteligente e focado nos contra-golpes Robenílson saiu aplaudido e reconhecido pelos seus pares de luvas tanto do amadorismo quanto do profissionalismo. Nos Jogos do Rio em 2016 estará com 28 anos, e já foca para manter seu espaço na seleção brasileira.

Amanhã Esquiva Falcão e Adriana Araújo nas quartas-de-final de Londres 2012

Esquiva Falcão / (foto: Reuters)

Amanhã a peso leve (60 kg) Adriana Araújo, 30, e o médio (75 kg) Esquiva Falcão retornam ao ringue de Londres 2012 paras as quartas-de-final em busca da medalha olímpica para saciar o jejum de 44 anos quando Servílio de Oliveira guiado pelo técnico Antonio Carollo conquistou o bronze nos Jogos do México em 1968.

Adriana Araújo bateu a cazaque Saida Khassenova de forma convincente por 16 a 14. E para às 11h, horário de Brasília, tem duelo agendado contra a marroquina Mahjouba Oubtil, 27, que pegou o "bye" e não lutou a 1ª fase, porém a baiana declarou ao jornal Marca Brasil desconfiar de esquemas na arbitragem.

Esquiva Falcão Florentino, 22, encara o húngaro Zoltan Harcsa, 19. Em sua luta anterior o capixaba bateu de forma avassaladora Soltan Migitinov por 24 a 11, nas oitavas-de-final, por ser cabeça de chave pegou o "bye" e não fez as preliminares.

Zoltan, húngaro de Budapeste, superou por 16 a 13 Jose Mena Espinoza da Venezuela e nas oitavas derrotou o namíbio Mujandjae Kasuto por 16 a 7. O confronto com Esquiva será às 17h45, horário de Brasília.

Tanto Esquiva quanto Adriana caso vençam seus oponentes garantem ao menos a medalha de bronze. Os combates têm transmissão pelo Portal Terra, Band Sports, ESPN e Rede Record. Consulte o guia de programação.

Adriana Araújo / (foto: Murad Sezer / Reuters)

Roy Jones Jr. revela à mídia americana não acompanhar boxe olímpico por repulsa

Roy Jones Jr. (esq.) e Park Si-Hun (dir.) / (foto: reprodução)

Para legenda do boxe, há árbitros e jurados corruptos

Roy Jones Jr., 43, revelou ao jornal americano USA Today não acompanhar o pugilismo nas Olimpíadas por razão da atuação dos árbitros e jurados. O próprio foi um dos maiores prejudicados por tal postura quando em 1988 participou dos Jogos de Seul na Coréia do Sul.

Na final dos Jogos de 1988 ficou com a prata após resultado das papeletas favorecerem o sul-coreano Park Si-Hun por 3 a 2, porém acertou 86 golpes contra 32 do asiático. Depois deste episódio a AIBA estudou a implementação do sistema de pontuação eletrônica e entrou com ela nos jogos de Barcelona 1992.

"Quando erraram comigo, ao invés de encarar a realidade e mudar o que era necessário, eles apenas deram a volta no verdadeiro problema", declarou Jones ao jornal por meio de um telefonema. "Eles criaram um problema que não havia, não era sobre o sistema de pontuação!".

"Quando mudaram a forma de pontuar, eu deixei (de assistir). Eu disse: 'chega'. O sistema de pontuação é ridículo. Por isto que não assisto. Estou chateado com isso".

Jones Jr. (56-8-0, 40 KO's), campeão em diversas categorias e considerado o melhor dos anos 1990, fez um exame dos pontos que ao seu ver afastaram a transmissão e patrocínio do boxe olímpico em seu país para o USA Today.

"Boxe segue ladeira abaixo, arruinaram a integridade do esporte. Era um plano calculado (conceder a medalha ao sul-coreano). Fizeram algo negativo ao nosso esporte. Mas então não tentaram corrigir. Pontuação não era o problema, mas sim árbitros e jurados corruptos. Se tivessem feito o que deveriam ter feito não teríamos este problema hoje".

As mudanças no sistema de pontuação surgiram após o fiasco envolvendo Jones Jr. O Comitê Olímpico Internacional exigiu melhorias ou senão extinguiria a nobre arte da maior competição esportiva da história. USA Today ressalta que o boxe olímpico é um dos mais citados quando se debate corrupção envolvendo medalhas.

Nesta edição dos jogos o americano Errol Spence Jr. perdeu para o indiano Krishan Vikas por 13-11 na sexta-feira, mas a decisão foi revertida pela manhã de sábado logo após apelação da delegação dos EUA. A AIBA definiu que Spence deveria receber 4 pontos adicionais lhe conferindo a vitória por 15 a 13. A instituição apontou que Vikas deveria ser advertido ao menos duas vezes e cometeu 9 faltas no 3º round.

Jones acredita que é possível eliminar os árbitros corruptos que para ele são o maior problema. Na manhã de hoje a mosca Érica Matos perdeu seu combate diante da venezuelana Karlha Magliocco por 15 a 14, que lhe desferiu diversas vezes golpes contra a nuca. "Suspenda-os uma vez", se forem pegos cometendo contravenções, é a opinião de Jones Jr., "mas se forem pegos outra vez em escândalos devem ser banidos por toda vida".

Outro embate que chamou atenção do público geral foi entre o japonês Satoshi Shimizu e Magomed Abdulhamidov do Azerbaijão que bateu o rival por 20-17 mesmo após ter sofrido três quedas no último round.

A AIBA expulsou o árbitro Ishanguly Meretnyyazov do Turcomenistão por este não contabilizar as quedas que o deveriam tê-lo feito interromper o embate. Isso levanta suspeita de interesses externos ao jornal. A AIBA também demitiu um jurado.

O USA Today recorda que em 2011 a rede britânica BBC reportou que o Azerbaijão, sede do mundial daquele ano "emprestou" a AIBA a enorme quantia de US$ 10 milhões. "O retorno: duas medalhas olímpicas no boxe, reporta a BBC", aponta o USA Today. Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional, exigiu que a rede de comunicação inglesa apresentasse provas.

Esta semana ainda, a AIBA suspendeu um árbitro alemão por 5 dias após ele aparentemente desclassificar o pesado iraniano Ali Mazaheri que gritou "esquema" após a punição. "Foi tudo esquematizado", falou Mazaheri sobre seu embate aos repórteres.

Mesmo assim na sexta-feira o COI declarou estar "satisfeito" com a maneira que a AIBA vem lidando com possíveis problemas envolvendo corrupção. "Eles tem feito seu trabalho de forma transparente", declarou o porta-voz do COI Mark Adams. "Não é possível fazer esquemas com uma medalha de ouro".

Jones Jr. discorda. Após uma década de sua participação nos Jogos Olímpicos, o COI investigou que oficiais sul-coreanos subornaram todos os três jurados. "Jones nunca recebeu sua medalha de ouro, porque o COI manteve a decisão oficial da luta", aponta o USA.

"Eu ainda me importo (com a medalha), porque para mim, qual é a utilidade de se ter um sistema judiciário se não vai usá-lo?", declara Jones. Até hoje o americano não se lembra ao certo onde está sua medalha de prata.

Para o repórter Jon Saraceno do USA Today, são três os fatores que prejudicam o pugilismo olímpico: incompetência dos jurados, em menor grau corrupção e por último o mais problemático, um sistema complexo de pontuação que leva à injustiças como na quinta-feira contra o superpesado cubano Erislandy Savón.

O sobrinho de 22 anos do medalhista de ouro Félix Savón aparentou ter superado o britânico Anthony Joshua, mas perdeu por 17-16. Robson Conceição do Brasil foi prejudicado no 2º assalto conforme os comentaristas do Brasil na transmissão, nomes como Washington Silva, Gabriel de Oliveira e Newton Campos.

O técnico italiano Francesco Damiani, com experiência no boxe amador e profissional e tendo disputado os Jogos de Moscou 1980 como atleta e superado o lendário Teófilo Stevenson de Cuba no mundial de 1982 vê problemas no sistema atual.

"O primeiro problema é o sistema de pontuação", disse por meio de um intérprete após ver seu mosca perder por 17-16 para Tugstsogt Nyambayar da Mongólia. "Tire as máquinas e volte logo aos jurados (sistema original)", após apontou: "retire o capacete. Sem isto você pode ver o boxear, a proteção os esconde". "Não é só o número de socos, deveriam contar a qualidade - força - deles".

Ao que tudo indica o sistema computadorizado será derrubado nos Jogos do Rio em 2016, outras possibilidades estudas são: avaliar os combates ao estilo do boxe profissional e banir o capacete sendo assim liberando a participação de boxeadores profissionais.

Enquanto isto, Roy Jones Jr. seguirá com seu boicote, ou seja, não assistirá ao boxe nos Jogos Olímpicos.

Fontes: USA Today e BBC