sábado, 27 de fevereiro de 2010

Isaac Rodrigues bate ex-Contender

Issac Rodrigues (dir) x Brian Vera (esq) / Boxing Bob Newman


Isaac Rodrigues (17-0, 13 KO's) manteve sua invencibilidade frente ao ex-Contender Brian Vera (16-4, 10 KO's) lutando na categoria dos supermédios com uma vitória por decisão majoritária com os placares de 97-93, 96-94 e 95-95, em Nova York, nos E.U.A.

A luta foi muito intensa, o brasileiro terminou com um corte próximo ao olho esquerdo, enquanto Vera dos E.U.A teve um sangramento no nariz. Com essa vitória o pugilista da América Latina sobe no conceito internacional e seu novo manager Raul Rivas acredita que logo estará nas cabeças: “Ele é um lutador inteligente e que sabe bater duro com as duas mãos. Rodrigues tem poder, está com fome e tem as pessoas certas atrás dele”.

Antes de Rivas, o falecido Oscar Suarez conduziu a carreira de Rodrigues. O Paraense começou sua trajetória profissional em 2005 e apresenta um estilo pegador nos ringues. Com esta tem 4 apresentações nos E.U.A, começou a excurssionar no país de Apollo Doutrinador em junho de 2009.

Issac Rodrigues / Boxing Bob Newman

Ratinho retorna com nocaute

Ratinho / Round 13 Arquivo


Siqueroli é novo campeão paulista de boxe

Marcus “Ratinho” Oliveira (16-1-1, 15 KO's) bateu o veterano Valmir Rosário (15-26-5, 3 KO's) com um nocaute técnico no 1° round em combate realizado na academia Runner do Butantã, em São Paulo, pelo aniversário de 14 anos da Liga Paulista de Boxe.

Com esta luta Ratinho mostrou ter se recuperado do nocaute sofrido para seu rival dos tempos de amador, Jackson Jr., no ano passado. Valmir Rosário tem 47 anos, 23 mais velho que o oponente – poderia ser pai dele – e está sem uma vitória desde 2002, sendo com esta luta 7 derrotas consecutivas. A penúltima foi para o sulista Samir dos Santos Barbosa.

Leandro Siqueroli e Miguel de Oliveira / Arquivo Pessoal


Leandro Siqueroli (5-1, 5 KO's) veio do Paraná para treinar com Miguel de Oliveira e buscar seu sonho de ser campeão mundial, esse jovem de 22 anos conquistou hoje sua “cidadania” paulistana ao arrematar o título de campeão paulista da Liga Paulista de Boxe com um nocaute no 1° assalto sobre Cursino Luiz de Assis (0-2). Agora as responsabilidades de Siqueroli aumentam e ele deve buscar adversários mais potentes para quem sabe ganhar uma segunda parte na sua história que já foi contada na rádio CBN pelo jornalista Milton Jung.

Liga Paulista de Boxe comemora aniversário na Runner




"A Liga de Boxe comemora no dia 28 de fevereiro seus 14 anos de criação. Por seu estatuto, é uma entidade sem fins lucrativos e que pode atuar na supervisão de eventos profissionais e amadores em todo país.

Nos últimos anos vem conquistando espaço e respeito por sua credibilidade e integridade a ponto de ser nomeada comissão-membro exclusiva no Brasil da Associação Mundial de Boxe (AMB), a mais antiga entidade de boxe do mundo, fundada em 1921. Com isso, o nome da Liga de Boxe ganha cada vez mais respeito em âmbito internacional.

Outro aspecto importante é que boa parte dos principais atletas nacionais já atuaram sob a supervisão e ou em eventos da Liga de Boxe o que estimula a entidade a buscar alternativas para contribuir com o esporte."

Com esse comunicado o presidente da Liga Paulista de Boxe Reinaldo Carrera convida todos entusiastas do pugilismo para acompanhar uma rodada da nobre arte na academia Runner do Butantã com apresentações de Ratinho e Leandro Siqueroli, pupilos de Miguel de Oliveira às 14 horas do sábado dia 27.

Runner Butantã

Av. Dr. Cândido Motta Filho, 731
Tel. (11) 3956 6373 / 3956 6374
Horário: 14 horas

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Curso para novos treinadores com Raff Giglio

Federação de Boxe Fluminense



Curso Básico de Formação de Treinador de Boxe 2010

Raff Giglio reconhecido por seu trabalho de resgate de jovens carentes através do pugilismo ministrará curso para formação de novos treinadores a partir de março. Seu esforço já foi tema de documentários acadêmicos e agora ele passa seus conhecimentos para outros. O curso será ministrado no Rio de Janeiro e conta com o aval da Federação de Boxe Fluminense.

· Temas a desenvolver neste curso:
- Responsabilidade e comprometimento do Prof.º de boxe com a profissão;
- Análise técnico-tática do boxe Olímpico atual;
- Metodologia da fundamentação técnica do boxe;
- Ordem metodológica dos fundamentos do boxe;
- Aparelhos uso e finalidades (saco, teto-solo, pushing-ball, manopla);
- Bandagem (emprego e finalidades);
- Anatomia da mão.

· Componentes da preparação do Boxeador:
- Preparação física (geral e especial)
- Preparação técnica.
- Preparação tática.
- Preparação psicológica.
- Preparação teórica.

· Unidade de treinamento:
- Inicial – Principal – Final.
- Planificação da unidade de treinamento.
- Trabalho na esquina do ringue / procedimentos.
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Local: ESCOLA DE BOXE RAFF GIGLIO
Estrada do Vidigal nº 90 (anexo ao Condomínio Costa Azul)

Tel: 32048070 / 99418023
Nextel: 78984963 ID: 81*12649

E-mail: raffgiglio@gmail.com

Professor: Raff Giglio (CREF: 030302-P/RJ).

Dias e horários:

Março: 13, 20 e 27.
Abril: 03, 10, 17 e 24.
Maio: 01, 08 (prova) e 15 (entrega de certificados).

Sempre de 10:00 às 12:00h, na Escola de Boxe Raff Giglio.

Investimento: R$ 300,00 em duas parcelas de R$ 150,00 (1ª, até 13 de março e 2ª, até 10 de abril).

Maiores informações com o professor Raff Giglio (telefones e e-mail acima)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Chris Namus faz campanha para promover boxe entre mulheres

Chris Namus / Divulgação


Chris Namus, campeã mundial dos meio-médios ligeiros pela Federação Mundial de Boxe Profissional, estrela uma campanha publicitária para promover o boxe entre as mulheres. Aos 22 anos a atleta afirma que "é possível ser uma lutadora de boxe mantendo-se feminina, bonita e delicada".

No dia 13 deste mês venceu a aguerrida brasileira Adriana Salles por nocaute técnico no 7° round. A luta foi interrompida pelo árbitro, enquanto, a paulistana ia pra cima da adversária após um golpe na cabeça. Salles lutou acima de sua categoria, fora de seu país e estava gripada.

O cartel de Namus também tem vitórias sobre outras duas brasileiras, Letícia Rojo e Juliana de Aguiar. Agora é esperado que a uruguaia coloque seu cinturão em jogo e mostre que é capaz de conquistar outras coroas.



Chris Namus / Divulgação

Muhammad Ali busca tratamento para mal de Parkinson em Israel

Muhammad Ali


Muhammad Ali, considerado o maior pugilista de todos os tempos por muitos cronistas e figura histórica, vai para Israel buscar tratamento para o mal de Parkinson que o perturba desde 1984, três anos após deixar os ringues. O lutador tem hoje 68 anos e busca o tratamento baseado em células-tronco adultas desenvolvido pela empresa Brainstorm de biotecnologia.

O método trata da esclerose lateral amiotrófica, mas com testes os médicos esperam poder medicar pacientes com mal de Parkinson. Muhammad Ali aguentava bem o castigo nos ringues e muitos creditam seu combate contra o pegador George Foreman, em 1974, como o catalisador da doença devido aos socos fortes que recebeu do oponente e por ter estendido sua carreira por mais tempo que o recomendado por seu médico Dr. Freddie Pacheco.

Conterrâneos de Joe Louis querem erguer estátua para o ídolo

Joe Louis


Os moradores de LaFayette, no Alabama, se uniram para erguer uma estátua em homenagem a um dos maiores pugilistas de toda história, o ex-campeão dos pesados Joe Louis (1914 – 1981). Seus conterrâneos ao longo de três anos conseguiram arrecadar US$ 60 mil – aproximadamente R$ 108 mil – para uma obra em bronze de 2,5 metros.

Para o idealizador do projeto James Hardy a estátua vai reparar um erro, pois o boxeador é associado apenas à Detroit, em Michigan, onde tem um estádio com seu nome e não ao local que nasceu e passou a infância. Joe Louis tem um dos melhores cartéis do esporte com 66 vitórias, 3 derrotas e 52 nocautes.

Louis sagrou-se campeão ao bater “O Homem Cinderela” James J. Braddock, foi um dos principais heróis americanos no período da 2° Guerra quando derrotou o lutador escolhido pelo regime nazista Max Schmeling da Alemanha em uma revanche. Manteve o cetro por 9 anos e após bater Joe Jersey Walcott abandonou os ringues para voltar e perder para o novo campeão Ezzard Charles.

Além da derrota para Charles, e uma antes de se tornar campeão para Schmeling, outro revés marcou seu fim de carreira definitivoamente após regressar da aposentadoria. Em sua última luta foi batido por nocaute técnico por Rocky Marciano, um de seus maiores fãs que depois de superar seu herói chorou no vestiário.

A terceira idade foi melancólica para Joe Louis, morreu em decorrência do abuso de drogas, ficou em precária situação financeira após sua fortuna ter sido levada pelo imposto de renda americano, e terminou com um emprego e um quarto no cassino Caesar Palace em Las Vegas por intermédio de Frank Sinatra. Outro amigo seu foi o traficante de novaiorquino Frank Lucas, interpretado por Denzel Washington no fime Gangster Americano – uma amizade que pode explicar alguns de seus hábitos –.

O jornalista Gay Talese, um dos precurssores do jornalismo-literário escreveu um perfil sobre o lendário pugilista, “Joe Louis: O Rei na Meia-Idade”, falando do seu hábito de assistir televisão que beirava o vício, sua paixão pelo golfe e a relação com suas esposas e os negócios. O trecho abaixo do perfil está no livro Fama & Anonimato:

“Assim, foi uma agradável surpresa descobrir que Joe atuava como um sagaz homem de negócios em Nova York, um negociador astuto, um homem com um senso de humor bastante sutil. Por exemplo, quando íamos tomar o avião no aeroporto Idlewild para Los Angeles e tive de trocar minha passagem classe turística por outra de primeira classe para sentar junto de Joe, perguntei a ele em tom indiferente como as companhias aéreas justificavam os 45 dólares que cobravam a mais pela primeira classe. 'As poltronas da primeira classe ficam na parte da frente do avião', disse Joe Louis, 'por isso você chega a Los Angeles mais rápido'.”



Errata: Conforme apontado por André Cardoso, Louis se aposentou após bater Walcott.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Entrevista com Sergio Batarelli

Sergio Batarelli / Divulgação


Sérgio Batarelli é um dos principais nomes das artes marciais no Brasil e mundo, tanto em cima dos ringues quanto nos bastidores. Também foi uma das maiores atrações de lutas na televisão aberta no período que foi campeão de Kickboxing.

Hoje Batarelli atua com marketing esportivo, mantém seus contatos com a televisão e fala ao Córner do Leão de suas experiências com pugilismo e como foi trabalhar o boxe feminino na Rede TV.

Fale um pouco da sua trajetória como atleta profissional:

Eu comecei praticando kung fu em 1970, me graduei mestre, depois fui regulamentei o esporte Full Contact Kick Boxing no Brasil no inicio dos anos 80, campeão da forja, campeão mundial de kick boxing em 1992, título que defendi 9 vezes, e encerrei a carreira como campeão do mundo em 1997 na categoria super pesado.

Quando você começou sua atuação como empresário no meio das artes marciais?

Quando comecei a lutar profissionalmente, eu mesmo era meu empresário e promotor.

Como surgiu seu interesse em empresariar pugilistas profissionais?

Foi o Edu Mello que me convidou para ser o COO (Chefe de Operações) da IBG – International Boxing Group, com o objetivo principal de abrir novos caminhos internacionais para os nossos lutadores, principalmente por ter muitos contatos internacionais devido ao meu trabalho nas artes marciais, hoje somos parceiros constantes da Top Rank de Bob Arum e All Star Boxing de Tuto Zabala, entre outras empresas de promoções.

Quais dos seus atletas você destaca?

A equipe toda é muito boa, com talentos, mas vou destacar quem está em ascensão no momento é o Willian Silva e o Patrick Teixeira, mas volto a dizer, todos os boxeadores da IBG são de primeira linha.

Acredita que a vitória de Patrick Teixeira no exterior abrirá portas para outros brasileiros?

Sem dúvida só aumenta a credibilidade, já que começamos a fazer isso com o Willian Silva, que vem de duas vitórias no casino Miccosukee em Miami.

O boxe feminino é uma área interessante para ser trabalhada ou está em declínio?

Já esteve melhor no mundo inteiro, mas esta indo, tem que ter paciência, mas financeiramente para as lutadoras é muito pouco ainda o que uma campeã mundial ganha, comparado aos homens.

Você trabalhou com Letícia Rojo e Adriana Salles. Como foi trabalhar com ambas?

As duas são profissionais, nunca tive problema com nenhuma delas.

Hoje Duda Yankovich é representada pelo empresário Rubens Gama. Existiu algum vínculo profissional entre Yankovich e você?

Existiu sim, ela tinha contrato com outra empresa que trabalho a Sport Promotion, na época eu acreditava que poderia fazer o boxe feminino popular no Brasil, e então conversei com os diretores da Sport (que é uma empresa de marketing esportivo que trabalha principalmente com futebol), e eles resolveram acreditar em mim, e então a Rede TV (que é parceira da Sport Promotion nas transmissões dos jogos da série B do campeonato brasileiro de futebol) acreditou também no projeto e seguimos em frente. Eu cumpri minhas metas que era fazer a Duda campeã do mundo, e dar audiência, o que aconteceu também, no auge da Duda, chegamos a registra pico de 9 pontos, o que é muito bom, principalmente para a Rede TV.

Por quê romperam?

A Duda depois de ganhar o título mundial, foi ficando cada vez mais difícil de lidar, o comportamento dela mudou muito, e ela queria fazer tudo da maneira dela, e para que de certo um projeto desses, tem que cada um ficar na sua posição, ou seja o lutador, treina, e luta, se concentra somente nisso, o promotor promove, o treinador treina, e assim por diante, quando essa engrenagem é quebrada, não funciona mais, existe um desgaste muito grande, então achamos melhor liberar a Duda do contrato para que ela seguisse a carreira dela da maneira que quisesse.

Você teve muita cobertura da mídia no período que era lutador e hoje apresenta programas de lutas. A televisão encara o atleta como um produto ou o que vemos na tela é seu puro talento?

No mundo inteiro os lutadores são um produto, para a televisão o que importa é audiência ou dinheiro de patrocinadores, mas é claro que se o lutador não tiver talento, ele nunca vai virar um produto. Um grande exemplo de produto, mas sem muito talento, é Julio Cesar Chaves Junior, que vive do legado do pai, e gera milhões no México, por isso ele luta em grandes eventos nos Estados Unidos, o público americano sabe que ele é um produto de televisão para os mexicanos, por essa razão ele é protegido, é só olhar o cartel dele, veja com quem lutou, e acredito que ele nunca vai lutar pelo título mundial, ele só deve enfrentar um verdadeiro campeão, se for para enfrentar Oscar De La Hoya, onde os dois iriam gerar milhões em bilheteria, pay-per-view e produtos, e com isso De La Hoya poderia se retirar com uma vitória e o Chaves Jr. Perderia, mas para uma lenda, que também seu pai perdeu. E se eu conheço bem Bob Arum essa luta pode acontecer, guarda minhas palavras para depois não dizerem que eu nunca disse isso.
O boxe profissional antes de ser esporte, ele é entretenimento, assim como o basquete americano, o futebol americano, e outros esportes milionários.

Isso mexe com o ego do lutador?

Mexe demais, a estrutura do homem deve ser solida o bastante para suportar o peso do lutador (produto) que são duas pessoas diferentes, e muitas vezes o lutador não este preparado e o “produto” toma conta do homem, e isso não ocorre somente no boxe, em todos os esportes temos casos assim.

O que justifica a falta de interesse das emissoras televisivas brasileiras do sistema aberto por boxe profissional?

Infelizmente foi feito muita promoção enganosa, eventos mal produzidos, lutadores sem qualidade, e isso virou um estigma na televisão brasileira, os executivos da televisão no Brasil não confiam muito, por isso com minha experiência e credibilidade e também a da Sport Promotion, tanto que a Rede TV acreditou no projeto boxe feminino e deu certo, infelizmente aconteceu que o “produto” tomou conta e ficou impossível seguir em frente.

Agora estamos fazendo o mesmo com o boxe masculino, juntamos a credibilidade do Edu Mello, a minha e a da Sport Promotion, e estamos reconstruindo o boxe brasileiro profissional, mas isso não é do dia para noite, leva algum tempo, mas acredito que muito em breve o nobre esporte volta à televisão aberta brasileira.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Entrevista de Alex de Oliveira no Round 13

Alex de Oliveira / Round 13


O Round 13 tem apenas 2 anos e meio de cobertura pugilistica, mas os serviços prestados ao esporte são inúmero além de comprovar que para exercer o jornalismo não é necessário diploma, mas sim bom senso, principalmente por acreditarem que a imprensa não deve ser "boazinha", mas sim independente, o que vemos quando criticam a atuação dos lutadores.

Em seu post mais recente, Luigi Fiorito entrevista Alex de Oliveira que fechou contrato com Art Pellullo ano passado e saiu do país como promessa de título mundial, porém perdeu em sua primeira disputa sob nova direção.

O atleta que sempre teve uma postura humilde explica como foi perder sua invencibilidade e os motivos para isso. Clique aqui para ler a entrevista.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bernard Dunne encerra carreira

Bernard Dunne - Independent.Ie


Irlândes foi campeão super-galo pela Associação Mundial de Boxe


O irlândes Bernard Dunne anunciou neste fim de semana sua partida dos ringues de boxe aos 30 anos com um cartel de 28 vitórias, 2 derrotas e 15 nocautes. O lutador do Reino Unido foi campeão dos super-galos pela Associação Mundial de Boxe em março de 2009 ao bater o panamenho Ricardo “Maestrito” Cordoba e perdeu o trono por nocaute no 3° giro para o tailândes Poonsawat Kratingdaenggym em sua primeira defesa no dia 26 de setembro do mesmo ano.

Sua última luta foi a derrota mais amarga que sofreu na carreira, antes perdera para Kiko Martinez em 2003 por nocaute técnico, mas não era uma disputa mundialista. A situação fez Dunne e sua equipe pensarem em qual seria o melhor rumo e decidiram parar. O ex-lutador afirma se sentir cansado, mas deixa o quadrilátero satisfeito com o trabalho realizado.

Poonsawat Kratingdaenggym x Bernard Dunne - 26/09/2009 (Compacto)



Bernard Dunne - Melhores Momentos

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Patrick Teixeira bate seu primeiro desafio fora do Brasil

Patrick Teixeira / Divulgação


Em meio a tantos boxeadores brasileiros que partem para o exterior e acabam derrotados, o jovem de 19 anos, Patrick Teixeira (6-0, 5 KO's) manteve sua invencibilidade e bateu o experiente dominicano Joseph de los Santos (4-5-3, 2 KO's) por decisão dividida nesta noite, em Miami, Flórida, nos E.U.A.

Em combate de 6 rounds, Patrick dominou a luta e dois árbitros apontaram o placar de 58 a 56, enquanto, um terceiro afirmou a mesma numeração para o dominicano. “Ele tem apenas 19 anos, tinha tudo e todos contra ele, e mesmo assim mostrou que pode chegar longe, foi muito elogiado após a luta pelos presentes. Levou dois golpes muito duros em contra golpe, um no quinto e outro no sexto round, mas mostrou que também agüenta muito”, comemora o empresário Sérgio Batarelli.

Em dezembro do ano passado Patrick se apresentou contra Adan Martinez do Uruguai e mostrou nos ringues boa desenvoltura e um certeiro cruzado de direita. Todas suas vitórias até a luta desta noite terminaram antes do último gongo.

Xuxa e Patrick Teixeira / Divulgação

Rosilete defende título em aniversário de sua cidade

Rosilete dos Santos / Revista Up


Rosilete dos Santos, 34, defenderá seu título mundial feminino da World Boxing Comission (Comissão Mundial de Boxe) dia 18 de março, na cidade de São José dos Pinhais, Paraná, contra a uruguaia Alicia Suzano Alegre, 37.

O combate é um evento promovendo o aniversário da cidade e terá como centro das atenções no ringue, Rosilete, um ídolo local. Para a luta iniciou os treinamentos em 4 de janeiro com exercícios de força, potência e resistência além das sessões de pugilismo.

A ex-boia fria paranaense busca consolidar seu nome entre as principais potências do boxe feminino e disputar um cinturão de uma das grandes quatro instituições – FIB, AMB, CMB e OMB –. No passado enfrentou nomes de peso como a alemã Alesia Graf e a argentina Carolina Marcela Gutierrez Gaite, ambas em disputas mundialistas, adquiriu experiência, mas não obteve sucesso. O cartel de Rosilete tem 19 vitórias, 4 derrotas e 12 nocautes.

A uruguaia Alicia Susana Alegre estreou no pugilismo em outubro de 2008, tem um cartel composto por 7 lutas, sendo 2 derrotas e 5 vitórias por nocaute. Entra como a azarona, mas um golpe bem colocado na heroína de São José dos Pinhais pode consagrá-la e almejá-la para desafios maiores.

Novas datas para 2ª fase do Super Six

Andre Dirrell, participante do torneio de super-médios Super Six, teve de adiar seu combate contra o alemão Arthur Abraham de 6 de março para o dia 27 por conta de lesões nas costas em uma sessão de sparring.

Os combates entre Andre Ward defendendo seu cinturão da AMB contra Allan Green e Carl Froch representando sua coroa do CMB frente Mikkel Kessler estavam marcados para dia 17 de abril, mas serão adiados para o dia 24. O primeiro ainda não tem local definido para ocorrer, enquanto, o segundo será efetuado na Dinamarca, país de Kessler.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Guerrero abdica trono dos super-penas para cuidar de esposa com leucemia

Robert Guerrero / Divulgação


Robert Guerrero abandonou nessa terça-feira o título de campeão dos super-penas pela Federação Internacional de Boxe para cuidar da esposa Casey que está com leucemia e se encontra hospitalizada.

“É com grande tristeza que estou renunciando ao título que, com minha equipe, batalhei muito para conquistar. Sinto que é do maior interesse deixar outra pessoa completar seu sonho de ser campeão mundial. Agora estou focado no amor da minha vida, minha mulher Casey, enquanto encaramos o maior oponente da nossa vida, o câncer”, declarou Guerrero sobre sua decisão e a atual situação.

Guerrero ao longo de sua carreira fez um cartel exemplar de 25 vitórias, 1 derrota, 1 empate e 17 nocautes. Campeão dos penas em 2006 ao derrotar Eric Aiken, depois defendeu sua coroa e partiu em busca de um trono maior. Em agosto de 2009 bateu Malcolm Klassen para conquistar o cinturão dos super-penas, e agora, com a decisão abdica seu reinado sem tê-lo defendido.

Histórias de amor como essa mostram o valor verdadeiro de um campeão e deixo uma canção do Queen que pode servir de trilha sonora pra história: “Who Wants To Live Forever?”. Nela Freddie Mercury filosofa: "Quem quer viver para sempre? / Para sempre não é hoje".


Queen - Who Wants to Live Forever (Trilha de Highlander)




Não há tempo para nós
Não há lugar para nós
O que é isso que constrói os nossos sonhos
E depois vai para longe de nós

Quem quer viver para sempre?
Quem quer viver para sempre?

Não há chance para nós
Tudo é decidido por nós
Este mundo reserva apenas um único doce momento para nós

Quem quer viver para sempre?
Quem quer viver para sempre?

Quem ousaria amar para sempre
Quando o amor merece morrer

Mas, toque as minhas lágrimas com os seus lábios
Toque o meu mundo com as pontas de seus dedos
E nós podemos ter a eternidade
E nós podemos amar para sempre
O para sempre é o nosso hoje

Quem quer viver para sempre?
Quem quer viver para sempre?
O para sempre é o nosso hoje
Quem espera para sempre de qualquer forma?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Entrevista com Macaris do Livramento

Macaris, Nicoly, Rosilete / Franklin de Freitas


Macaris Antunes do Livramento é um dos principais mobilizadores do boxe paranaense, no seu período como profissional conquistou um cartel de 31 vitórias, 3 derrotas e 26 nocautes. Sua trajetória se estendeu de 1993 até 2005 e conquistou títulos internacionais das instituições menores do pugilismo que servem de trampolim para os grandes nomes.

Após deixar os ringues se dedicou aos bastidores, conheceu a ex-boia fria Rosilete dos Santos e hoje é seu esposo, treinador e empresário. Em entrevista ao Córner do Leão o veterano do quadrilátero fala de seu relacionamento e como funciona a estrutura por trás da paranaense que a levou ao título de uma agremiação de 2° divisão do esporte, mas que lhe abre portas internacionais.


Fale de sua carreira como pugilista. Do início, uma passagem importante e o momento que decidiu pendurar as luvas:

Iniciei no boxe amador em 1987, sendo que durante minha carreira nesta etapa realizei 23 lutas, foram 20 vitórias e 3 derrotas.
Em 1989 passei a lutar profissionalmente e perdi minha primeira luta por nocaute técnico no terceiro round, e então fui aconselhado abandonar os ringues. Essa luta aconteceu no Ginásio Moringão na cidade de Londrina, mas fui teimoso, e de lá para cá realizei 110 lutas com 105 vitórias, 75 por nocautes e 5 foram derrotas. Entre meus combates mais importantes destaco o dia de 10 de janeiro de 1995 quando subi no ringue pelo Título da Confederação Brasileira de Pugilismo, atual CBBoxe, e era o número um do ranking de 93 a 95. Em 1996 conquistei o título de campeão Intercontinental, em 1997 conquistei o Título Mundial pela World Boxing Comission, e campeão Brasileiro pela Confederação Brasileira de Boxe Profissional em 2001. Um fato histórico que repercutiu mundialmente quando eu e meu adversário sofremos uma queda do ringue quando lutava contra Ralf Riveros do Paraguai.
Em 2006, aos 46 anos realizei uma luta de despedida atendendo pedidos de toda imprensa do Paraná.


Você passou a treinar Rosilete dos Santos e depois casaram. Como foi o desenvolvimento desse relacionamento?

Conheci Rosilete dos Santos quando fui lutar na cidade de Castro, a partir deste momento passamos a nos ver constantemente e veio o amor. Os treinos de Rosilete dos Santos iniciaram após nosso casamento.


O fato dela ser sua esposa influencia no treinamento? Em algum momento você se preocupa mais do que se fosse uma atleta sem vínculos amorosos?

O tratamento com ela é de uma atleta campeã Mundial e com responsabilidade profissional. A preocupação sempre vai existir com os outros atletas que sou técnico e principalmente com ela, afinal ela é mãe da minha filha e minha esposa.

O fato de você ser presidente da Federação Paranaense de Boxe (FPB) influencia nas lutas de Rosilete?

Não, em hipótese alguma. As regras ditadas pela Federação tem que serem compridas e como presidente cobro o comprimento destas regras sem exceção.

Quando Rosilete disputou o cinturão dos super-penas mundial da WIBF contra a alemã Alessia Graf contava com 12 combates em seu currículo e a rival já tinha participado de mais de 20. A luta terminou em nocaute técnico no 5° assalto, mas estava programada para ir até o 10°. Quais critérios foram decisivos para aceitar esta luta?

Nós sabíamos da importância da luta e que se tratava de uma super campeã, mas, era uma oportunidade única, afinal Rosilete dos Santos lutaria na Europa. Nós estávamos muito bem preparados, a luta terminou no 5º round devido ao sangramento no nariz da Rosilete, mas em nenhum momento Alessia Graf abalou Rosilete, e se Rosilete conseguisse encaixar um golpe, como aconteceu no 4º assalto que Alessia sentiu, poderíamos ter ganho a luta por nocaute. Mas o árbitro entendeu que sangrava muito o nariz dela e parou a luta, as 15.000 pessoas que estavam no ginásio aplaudiram muito Rosilete dos Santos e isso foi uma vitória para nós.


Em sua opinião enviar Rosilete para encarar Graf foi uma decisão precipitada?

Não, pois Rosilete dos Santos estava preparada para a lutar com Alessia ou qualquer outra boxeadora. O erro meu foi não perceber e cauterizar o nariz para não sangrar. Atualmente o problema foi solucionado por meio de uma micro cirúrgia.


No mesmo ano Rosilete conquistou o cinturão da World Boxing Comission dos pesos galos. Qual foi a trajetória para obter esta vitória?

A Rosilete fez a luta com Alessia Graf na Alemanha dando-lhe prestígio internacional, posteriormente vieram duas vitórias seguidas, e o convite da World Boxing Comission surgiu.


O fato da World Boxing Comission não estar entre as quatro principais do boxe (CMB, AMB, FIB e OMB) o incomoda?

Não, a Rosilete dos Santos já lutou pelos Títulos das grandes entidades entre ela AMB a maior de todas contra Marcela Gutierrez da Argentina.

Desde Graf, Rosilete tem enfrentado adversárias não tão gabaritadas quanto ela. Quais são os critérios para encontrar oponentes? Vocês encontram dificuldades para encontrá-las?

A falta de patrocínios fortes e da própria imprensa do resto do Brasil dificultam o intercâmbio com grandes boxeadores do mundo. Trazê-las ao Brasil custa muito caro, por esta razão procuramos trazer boxeadoras Sul-americanas.


Rosilete é uma das brasileiras com mais destaque no cenário internacional. O que será feito para manter esse prestígio perante o mercado estrangeiro?


Rosilete dos Santos defenderá seu Cinturão da World Boxing Comission , já estão havendo contatos para ela lutar na Europa pelo Título de uma das grandes entidades, alguns convites já foram recusados pelo valor da bolsa oferecida.

Sua esposa é uma figura pública na sua cidade. Como é o tratamento dado a ela pelo povo? Sente uma ponta de ciúmes?

Realmente Rosilete dos Santos é uma das dez maiores personalidades do esporte paranaense (pena que o resto do Brasil ainda não a conhece), ela possui muito prestígio com políticos, empresários e imprensa paranaense.
Não cinto ciúmes e sim orgulho da profissional, da mãe e da esposa que é.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"Desenferrujando a máquina"

O retorno da parceria Pedro Otas e Messias


16 de fevereiro de 2010, terça-feira de carnaval, enquanto boa parte dos homens sonham com as curvas Gracyanne Barbosa no desfile da Grande Rio ou se recuperam da ressaca com a roupa encharcada de suor e álcool, Pedro Otas, 31, prepara a bandagem envolta dos punhos e se prepara pra mais uma sessão de treinos de 6 horas. Retornou ao seu antigo mestre Messias Gomes após 10 anos distantes e se prepara para encarar Ruy da Glória em seu combate de retorno no dia 2 de março.

A separação não veio por causa de uma briga polêmica como ocorre em muitos casos, mas por circunstâncias da vida. Com 20 e poucos anos, o pugilista perdeu seu pai e teve de assumir o papel de homem da casa para auxiliar seu irmão e sua mãe. Passou a trabalhar de segurança durante a noite e “desencanou” do boxe.

Otas tem o apelido de “Rocky Marciano”, seu estilo bruto e rústico lembra o ex-campeão mundial oriundo dos E.U.A. No ringue do Centro Olímpico de São Paulo se sente confortável, solta os braços e soca o ar fazendo o exercício chamado de “sombra”. No tempo que esteve fora treinou sozinho se apoiando apenas com a base que pegou com Messias, uma espécie de figura paterna assim como seu empresário Eduardo Mello.

O atleta paulistano desenvolveu bem sua técnica quando cuidou de si mesmo e fez sessões de sparring com nomes fortes do território nacional como Marcelino Novaes no período em que lutou entre os peso-pesados, mas desde 2007 se encaixou numa categoria de peso abaixo, a dos cruzadores.

Desde 30 de novembro de 2008 não sobe no ringue, ficou afastado por conta de fraturas na mão direita que poderiam ter interrompido sua carreira. No período afastado do ringue estudou os aspectos que cercam o pugilismo e vão além do combate, em um momento o cruzador pergunta: “joga xadrez Leão?”. Conheceu o esporte intelectual no seu exílio pugilístico que hoje o ajuda também a compreender a nobre arte.

Invicto, tem 16 nocautes em 18 lutas, porém precisou esperar sua ferramenta ficar boa para voltar a treinar na sala nomeada “Academia José Aristides Jofre, Escola de Boxe “Kid Jofre” fundada em 1979 em homenagem ao pai do campeão mundial dos galos e penas Éder Jofre. Neste espaço de porte pequeno a voz do homem forte ecoa em um tom alegre: “desenferrujando a máquina”.

A história de Messias Gomes está vinculada a essa sala humilde e asseada. Sua carreira como boxeador profissional não foi nada que fizesse dele um mito ou um grande atleta, mas assim como Felipão teve mais sucesso ao coordenar equipes de futebol, Gomes é recordista de equipes vencedoras no tradicional Forja de Campeões.

Messias começou a lecionar a nobre arte no final da década de 1970, e em 1981 entrou para o Centro Olímpico ficando até 2002 quando decidiu trabalhar com crianças carentes no Rio de Janeiro, voltou em 2007 e praticamente mora no local até hoje.

Ao entrar o visitante se depara com uma espécie de pequeno escritório com computador, fotos de lendas do esporte e troféus de diversas cores, tamanhos e formatos e uma passagem que dá acesso a sala de treinos com um grande espelho servindo para os atletas fazerem seus exercícios. Intercalando o espaço com a imagem refletida dos pupilos de Messias estão posteres de Sugar Ray Robinson, Muhammad Ali, Jack Johnson e Éder Jofre, todos membros do Hall da Fama do Boxe. Os alunos sonham ter a mesma honra que eles.

Os mais jovens tem Otas como exemplo, mas Messias os avisa para “continuar trabalhando e estudando, porque ser campeão não é para todos, e vale mais ser campeão da vida”. O professor se incomoda pela maneira que as autoridades conduzem os esportes e a educação, acredita que se fosse tratada com maior respaldo a juventude encontraria destino melhor do que visto hoje.

Uma representante dessa faixa-etária faz seus movimentos no espaço, Tina Teles, 18 anos, uma mulata jovem que preferiu boxear ao invés de seguir os sonhos mais comuns das meninas de sua idade como protagonizar a novela Malhação, ser destaque de carro alegórico ou desfilar um corpo magro por uma passarela. A adolescente treina silenciosamente e seus punhos e pernas fazem um balé solitário de quem treina buscando uma grande performance no Teatro Municipal.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Entrevista com Pedro Otas

Pedro Otas / Divulgação


Pedro Otas tem um currículo exemplar, 18 vitórias sendo 16 por nocaute. Entre seus principais adversários aparecem o nocauteador Daniel Frank, o técnico Raphael Zumbano e o ágil Hector Alfredo Avila. Entretanto, seu maior desafio está na recuperação de sua mão direita da qual ele tem tratado há mais de um ano e o afastou dos ringues, e como consequência perdeu o título brasileiro e o latino OMB dos cruzadores.

O pugilista que tem um estilo rústico e bruto que lembra muito Rocky Marciano já enfrentou dramas maiores como a morte precoce do pai e de seu amigo Rogério Lobo, assassinado brutalmente em um assalto. Otas fala dos fatos recentes em sua vida pessoal e pugilística além de dizer o que espera de seu combate de retorno aos ringues no dia 2 de março no tradicional ginásio Baby Barione contra o duro Ruy da Glória ainda mais agora que volta sob o comando de Messias Gomes do Centro Olimpíco paulistano.


Desde 2008 você vem sofrendo problemas com sua mão direita. Explique o que aconteceu?

Bom, na verdade eu tenho tido problemas desde o amadorismo, disputava às vezes dois torneios simultaneamente, isso em razão da guerra entre a FPP e a CBB. Eu era jovem e detestava ficar fora de algum campeonato, outro detalhe foram as indevidas infiltrações que fui submetido quando atleta da seleção brasileira e quando profissionalizei já estava com as mãos bastante debilitadas.

Por quê levou tanto tempo o tratamento?

Passei por diversos médicos, mas todos me tratavam como se fosse uma simples luxação, tirava Raios-X, me mandavam ficar em repouso, fazer gelo e tomar anti-inflamatórios e era sempre a mesma coisa. Posteriormente conheci o Dr. José Carlos Garcia que diagnosticou ao certo o que eu de fato tinha nas mãos, então, a 1ª cirurgia foi feita, mas infelizmente tive problemas durante a recuperação e quando tudo para mim parecia perdido, conheci o instituto Vita Care e os Doutores Joao Nakamoto e Mateus Saito, fiz a 2a cirurgia e hoje sinto me totalmente confiante para retomar minha carreira. Agradeço muito a eles.

Sua última luta foi em 30 de novembro de 2008 na qual você adquiriu o cinturão brasileiro dos cruzadores versão Conselho Nacional de Boxe. Você ainda detém esse título?

Alem de perder o título brasileiro perdi também a coroa latina da Organização Mundial de Boxe e o posto de 12° do mundo pela entidade. Terei que começar do zero novamente (risos...).

Nesse período de inatividade como você ficou psicologicamente?

A princípio senti o mundo desabar sobre mim, estava de fato aceitando o fim e na solidão do meu quarto passei a me lembrar de toda minha trajetória, como se fosse um filme, me ajoelhei e pedi a Deus que me mostrasse uma saída e que se de fato fosse o fim, seria o fim. E ele me mostrou que não.

Sente que as pessoas se afastaram?

Quando se esta no auge e fácil encher o bolso de falsos amigos, meus verdadeiros amigos eu carrego no peito e é com eles que me importo.

Enquanto esteve fora acompanhou a categoria dos cruzadores no Brasil e no mundo? O quê notou?

Durante essa pausa me dediquei a evoluir em todos os aspectos, físico, mental e principalmente espiritual pois nada funciona se este conjunto é fraco. Passei a estudar o boxe de uma forma cientifica, mas me desliguei dos eventos no Brasil e no mundo.

Seu retorno está marcado para dia 2 de março contra Ruy da Glória. O que espera desse futuro adversário? Acompanha seu trabalho nos ringues?

O Ruy tem feito grandes combates na categoria de cruzadores, ele está motivado, em ótimo ritmo e isso sem dúvida é um importante ponto a seu favor. Minha equipe determinou que fosse com ele o retorno, então o que me resta é estar pronto, creio que será uma grande luta e agradará a todos que forem assistir.

Com uma passagem pelo boxe com tantos problemas ainda acredita em uma carreira internacional com vitórias?

Creio apenas no Deus que existe em mim, ele é minha fortaleza, nada temo e o tempo responderá a tudo e todos.

Muitos brasileiros servem de carne de abate em território estrangeiro. Você já foi abordado para entrar nesse time? Já cogitou essa possibilidade?

Luto para vencer, nasci pra vencer!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Nonito Donaire conquista título interino AMB dos super moscas

Nonito Donaire / Chris Farina Top Rank


Nonito Donaire (23-1, 15 KO's) das Filipinas bateu no sábado pela cinta interina da AMB dos super moscas o mexicano Manuel Vargas (26-5-1, 11 KO's) com um nocaute fulminante no 3° giro em Las Vegas, nos E.U.A.

O conterrâneo de Manny Pacquiao controlou a luta até finalizá-la com um forte uppercut com apenas 1 minuto e 33 segundos do 3° assalto. “Foi uma questão de relaxar e trabalhar o que estava planejado. Eu o cerquei e entreguei um duro uppercut”, explicou Donaire após a conquista.

Vargas entrou como lutador substituto de Gerson Guerrero, mas este não foi aprovado no exame médico. Para o asiático é como nas contas de multiplicação: a ordem dos produtos não altera o resultado. “Não importava com quem eu lutaria, simplesmente planejei como o derrotaria”.

Na preliminar o campeão dos galos da OMB Fernando Montiel do México nocauteou o filipino Ciso Morales aos 2 minutos e 6 segundos do 1° round com dois golpes potentes. Morales encontrou a lona agonizando e não conseguiu levantar antes do fim da contagem.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Punhos de Esperança consegue apoio de autoridades de Rio Grande

Divulgação


Na quarta-feira a Câmara de Vereadores do Rio Grande (RS) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei do vereador Thiaguinho (PMDB) declarando de Utilidade Pública o projeto Punhos de Esperança, do pugilista Samir Barbosa, Diego Crizel, Jeferson Marzani, Wilhan Silva, Jairo Veiga e Claiton Trassante.

Resgatando mais de 70 crianças em situação de risco através do boxe e atuando em 7 bairros, o espaço terá uma ampliação no número de atendidos e também o espaço do projeto. A iniciativa tem dois anos e desde então vem galgando seu espaço na cidade.

Samir Santos é conhecido como “Quebra Tudo”, por sua pegada, é um autodidata do pugilismo que desenvolveu seu básico treinando sozinho e acompanhando vídeos e agora oferece uma estrutura melhor para seus pupilos. Nesse momento Samir deixa de quebrar e passa a construir.


Samir Santos / Divulgação

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Holyfield é acusado de agressão doméstica

Evander Holyfield / Divulgação


O ex-campeão mundial a teria agredido por não ter feito doações à igreja

Candi Holyfield de 30 anos acusa o ex-campeão mundial dos pesos cruzadores e pesados Evander Holyfield de agressão doméstica. O crime teria ocorrido no início do mês, na frente dos filhos de ambos. A corte da Georgia concedeu uma ordem temporária de afastamento contra o atleta.

O “Real Deal” (Cara Autêntico), como é conhecido, não pode ficar a 500m dos filhos Ethan, 5, e Eve, 4, assim como de sua esposa também e teve de deixar a casa em Fayettevile. Evander Holyfield a teria agredido pela a recusa de Candi em apresentar-lhe comprovantes de doações à igreja.

Tomado por um ataque de fúria, o peso-pesado bateu no rosto, pescoço, costas e jogou uma garrafa d'água nela. Após perceber a atitude que acabara de tomar pediu perdão. Holyfield deve comparecer ao tribunal no dia 18 de fevereiro.

“Ele me disse que não estava sendo respeitosa. Começou a dizer que devia colocar Deus à frente na minha vida”, disse Candi lembrando do episódio. A cônjuge afirma que os abusos começaram em novembro de 2003, 6 meses após o casamento, e voltaram quando estava grávida do primeiro filho.

Até agora, o “Cara Autêntico” não recebeu nenhuma acusação e a polícia não abriu investigação. Para uma pessoa que sempre transmite a aura de bom moço e atleta de cristo, uma acusação desse porte serve para arranhar sua imagem.

Um pugilista que teve seus casos de agressões domésticas divulgados pela mídia é Jake LaMotta, campeão mundial dos médios de 1949 e 1951, sentia um enorme ciúmes pela esposa e a espancava. A relação conturbada foi mostrada no filme Touro Indomável (1980) de Martin Scorcese no qual Robert DeNiro encarnou LaMotta.

Jake LaMotta


No Brasil há a Lei Maria da Penha

Na legislação brasileira há a lei número 11.340 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula em 7 de agosto de 2006. Várias mudanças no código de leis brasileiros foram feitas como o aumento da punição contra agressores de mulheres dentre os quais estão seus próprios maridos que as espancam e até as estupram no próprio lar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e é conhecida como "Lei Maria da Penha".

Maria da Penha Maia Fernandes foi agredida pelo esposo por 6 anos. Em 1983 sofreu tentativa de assassinato em duas oportunidades. Na primeira o marido a deixou paraplégica após dar-lhe um tiro e na segunda tentou eletrocutá-la e afogá-la. Marco Antônio Heredia Viveiros só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois em regime fechado.

Trailer de Touro Indomável (1981)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O boxe de Mandela

Nelson Mandela / Divulgação


“Eu não apreciava tanto a violência quanto a técnica”. A frase do pacifista Nelson Mandela que completa 20 anos de liberdade desde que passou quase três décadas de cárcere no regime apartheid fala sobre boxe, seu esporte favorito que chegou a praticar e assim como sua vida é uma luta constante.

O boxe não é apenas um combate contra um oponente, mas principalmente contra sua própria sombra como afirma a escritora Carol Joyce Oates no livro O Boxe (1987). Mandela após sua libertação teve de enfrentar os instintos de seus próprios colegas para que a vingança não tomasse a África do Sul e negros não tratassem os brancos com retaliações, isso até chegou a acontecer, mas não no grau de violência de outros países do continente.


Nelson Mandela / Divulgação

Mandela foi uma peça fundamental na extinção do regime segregacionista que separava brancos dos não brancos – não eram apenas negros que sofriam, mas descendentes de hindus e orientais também –. Com dois mandatos na presidência do país que sediará a Copa do Mundo deste ano, o vencedor do Nobel da Paz não se deixou perder em sonhos megalomaníacos para se tornar mais um Robert Mugabe ou Idi Amin Dada e mostrou que maior que a brutalidade está a nobreza da reconciliação.


Nelson Mandela e Muhammad Ali / BBC

Mandela começou a treinar o pugilismo aos 19 anos e conciliou os treinos da nobre arte com outro esporte que admirava muito, a corrida. O jovem estudante de Direito tinha um estilo pegador conforme seus amigos. A disciplina e a honra que estão no pugilismo ajudaram a lapidar a personalidade deste nome da história.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Servílio de Oliveira no Córner do Leão

Servílio de Oliveira foi medalhista de bronze nos Jogos Olimpícos de 1968 na categoria dos moscas e até hoje é o único brasileiro a conquistar essa marca.

O seu sucesso também obteve reflexo em sua carreira como empresário de pugilistas. Valdemir Pereira, o "Sertão" foi campeão mundial dos penas sob sua tutela.

Em entrevista ao Córner do Leão Servílio fala de suas duas carreiras e revela passagens de sua vida.



Uma noite na Forja

As noites de terça-feira do Baby Barioni reúne idosos nostálgicos dos tempos de boxe no Pacaembu e Ibirapuera e também garotões de academia prontos para provar seu valor ou acompanhar seus amigos. Um ambiente amistoso para os entusiastas do boxe.

A arquibancada nunca enche, mesmo sendo gratuito o ingresso para acompanhar as apresentações de amadores e um combate de profissionais no final. Ao lado de fora uma barraca de cachorro quente serve os fãs e ao seu lado está um vendedor de sucos, as bebidas ficam esfriadas num isopor de tamanho grande repleto de gelo.

Para os pugilistas estreantes lutar no Baby é como para as bandas de rock começar a tocar em pequenos bares e espeluncas, não é Las Vegas, mas tem seu charme. Um charme que não se renova, sempre há o tema do filme Rocky que foi lançado há mais de 30 anos tocando que dificilmente tem sua trilha sonora usada para animar eventos de grande porte.

Mas mesmo com o clichê cinematográfico – e que para alguns jovens funciona, pois acreditam no personalidade de Sylvester Stallone como se fosse uma santidade – o evento tem muitos méritos. Acrescenta novos valores não apenas ao esporte paulistano, mas também ao Brasil; dá a oportunidade para alguns adolescentes fazerem seu rito de passagem abandonando a infância para adentrar a vida adulta e empresta um pouco de oxigênio ao pugilismo nacional.

Um desses jovens que tem talento, mas não foi brincar de boneco lango-lango, é Tallen Augusto. O rapaz de pele morena, cabeça raspada, tatuagens pelos braços e olhos negros. Tem a aparência dos lutadores de vale-tudo e sonha com afinco em ser um dos grandes nomes desse esporte, mas sabe que para isso precisa ter uma base sólida no boxe e não apenas confiar em uma modalidade como fazem alguns atletas de jiu-jitsu tão confiantes em suas chaves de pescoço que esquecem o perigo de ser vítima de um murro no queixo.

Tallen dominou o seu rival, sua postura não é genuína da nobre arte, veio do boxe tailandês. Enquanto trocava golpes uma senhora de 35 à 40 anos chorava desesperadamente, perguntada se era mãe do rapaz que estava perdendo que ainda tinha o olho esquerdo inchado a senhora não respondia até que uma voz avisou que era realmente mãe daquele que golpeava. É o desespero de uma mãe ao ver o filho em uma situação de risco mesmo que ele esteja ganhando.

A luta de profissionais encerra a rodada, de um lado Jesus Gorces do Uruguai e do outro Marcelo Nascimento, o “Martelo”. O uruguaio tem os cabelos negros e espessos, vestia calção branco e azul remetendo ao seu país que não segurava uma ligeira saliência abdominal. “Olha lá é o Sagat”, gritou Talen aos seus amigos quando Marcelo começou a martelar.

Sagat é um vilão da série de video-games Street Fighter. Um personagem temido, mas honrado e um dos favoritos dos jogadores. De porte altivo, o senhor do muay-thai ostenta uma larga cicatriz no peito e usa um tapa-olho. Assim como o personagem virtual, Martelo golpeia pesado tanto que consegue um knockdown no 2° giro.

Porém, Jesus é um latino aguerrido e apesar de parcos recursos técnicos e físicos – participava de sua segunda luta como profissional – não desistiu e alguns membros da plateia o chamam de “Rocky Balboa” (Ele estará sempre presente na vida dos jovens, adultos e idosos).

O uruguaio não desiste, encaixa poucos socos e sofre muitos, sangra e tinge o ombro do brasileiro de vermelho. Ele veio ao nosso país para perder, mas é diferente de alguns produtos brasileiros exportados para perder na Europa, Jesus não se atira no chão.

No intervalo entre o 5° e 6° assalto Jesus Gorces desiste e não volta ao ringue. Apesar do nome não pode contar que ressuscitará no 3° dia. Marcelo tem seu “martelo” levantado pelo árbitro e comemora com os seus acompanhantes, enquanto Jesus volta ao anonimato discretamente. O ginásio começa a esvaziar, garotos voltam para casa contando suas vitórias ou lamuriando a perda de seus orgulhos.

Idosos ficam por mais tempo relembrando o período em que eles subiram naquele ringue, quando eram o alvo de todos os olhos como gladiadores no império romano se apresentando de peito nú. Homens negros e nordestinos de macacões azuis desbotados surgem para desmontar a arena. O show acabou, mas terça-feira tem mais no mesmo horário. Esta é a Forja dos Campeões.



Sagat


Sagat / Capcom



Sagat em Ação

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Rodada de Boxe do Fim de Semana

Edwin Valero (esq.) e Antonio DeMarco / AP Photo Eduardo Verdugo


No México, na noite de ontem, o canhoto Edwin Valero(27-0, 27 KO's) manteve sua coroa dos leves do Conselho Mundial de Boxe e seu índice perfeito de nocautes ao vencer o local Antonio DeMarco (23-2-1, 17 KO's) que desistiu de voltar ao combate no 10° giro.

O venezuelano Valero afirma que o fator decisivo foi sua força física e que “pouco a pouco, eu comecei a ganhar terreno. Nos 3 primeiros assaltos eu não consegui encaixar meu jab, mas após isso eu conectei” e este foi caminho pra sua vitória.

Valero sangrou na testa após uma cotovelada acidental de DeMarco no 2° assalto e levou três pontos no intervalo para parar o sangramento. Valero teve seu visto negado nos E.U.A por ser pego dirigindo embriagado no Texas, mas alega que na verdade foi impossibilitado de lutar no país por apoiar o presidente de esquerda de seu país Hugo Chavez e criticar a política internacional do governo Obama.

Valero conquistou o cinturão ao bater Vicente Mosquera do Panamá por nocaute técnico no 10° round em 2006. Desde então contando com a luta de ontem foram oito defesas bem sucedidas e finalizadas antes do último assalto. Até hoje Valero que começou sua carreira há 8 anos não sabe o que é ir até o último round.


Tomasz Adamek conquista 2ª vitória entre os pesados


Tomasz Adamek / Divulgação


O polonês Tomasz Adamek (40-1-0, 27 KO's) bateu por decisão unânime Jason Estrada (16-3, 4 KO's) dos E.U.A. Em combate Nova Jersey, Newark com mais de 10 mil fãs empunhando a bandeira de seu país e gritando seu nome. As plaquetas apontaram 115-113, 116-112 e 118-110. A luta foi válida pelo cinto internacional da FIB.

Estrada se sentiu lesado pela arbitragem e acredita que perdeu para o europeu em apenas 3 assaltos. Adamek elogiou a qualidade do oponente e aos fãs afirmando que nesta noite tiveram o dinheiro de seus ingressos respeitado e não viram caras lentos como ocorre atualmente na categoria.

Tomasz Adamek foi campeão dos cruzadores pelo Conselho Mundial de Boxe e pela Federação Internacional de Boxe, abandonou a divisão de peso e decidiu se aventurar na categoria máxima batendo em sua primeira luta seu conterrâneo Andrew Golota por nocaute técnico no 5° assalto.

Kaowichit perde título dos moscas AMB para Kameda


Denkaosen Kaowichit (esq.) e Daiki Kameda / AP Kyoto News


O japonês Daiki Kameda (16-2, 11KO's) desafiou o tailândes Denkaosen Kaowichit (48-2-1, 20 KO's) por sua coroa dos moscas da Associação Mundial de Boxe e levou a melhor. O lutador da terra do muay thai foi superior nos primeiros giros, mas Kameda comandou na segunda metade e levou a vitória por decisão unânime.

A luta foi uma revanche, em outubro do ano passado o tailândes manteve o título por decisão majoritária em luta realizada em Osaka, no Japão. o ex-campeão faturou o título quando bateu o também japonês Takefumi Sakata por nocaute no 2° giro.

Assim como a categoria dos pesados tem como campeões os irmãos Wladimir (OMB e FIB) e Vitali Klitschko (CMB), a categoria dos moscas tem Daiki Kameda com a coroa dos moscas AMB e seu irmão Koki Kameda com a versão CMB.


Brasileiros no fim de semana


Na cidade de Salto, no interior paulista, Jeferson Luís Gonçalo (20-8-3, 10 KO's) bateu Valdevan Pereira (5-3, 4) KO's, vulgo “Baiano” por decisão unânime. O brasileiro vinha de uma sequência de 4 derrotas no exterior sendo a última para Khoren Gevor na Alemanha.

O super-médio “Cachorrão”, apelido de Eduardo Cardoso (10-2, 6 KO's) não teve a mesma sorte e perdeu por nocaute no 5° assalto para o argentino Pablo Oscar Natalio Farias (14-0, 10 KO's), vulgo “Pokemón”, em Buenos Aires

Rosilete dos Santos, campeã mundial galo pela Comissão Mundial de Boxe – organização de 2ª grandeza no esporte – bateu no sábado Alessandra Silveira em Foz do Iguaçu em uma luta para ver como estão suas condições antes de disputar o título mundial em 18 de março na cidade de São José dos Pinhais conforme afirma sua assessoria.

Rosilete que tem 23 lutas em sua carreira sendo 19 vitórias, 4 derrotas e 12 nocautes não encontrou dificuldades para nocautear no 4° assalto a estreante Silveira. A adversária que a desafia por seu cinturão ainda está para ser anunciada.

Rigondeaux bate rival em 28s e é cotado para cinturão de Caballero

Guillermo Rigondeaux / Divulgação


Na noite de sexta-feira, em Fort Lauderdale, na Flórida, nos E.U.A, o cubano desertor Guillermo Rigondeaux (5-0, 4 KO's) nocauteou aos 28 segundos do 1° assalto Adolfo Landeros (20-13-1, 9 KO's).

Após alguns golpes na guarda do rival como um felino que coloca levemente a pata na presa pra ver se ela reage, Rigondeaux encaixou sua esquerda no fígado do oponente que agonizou no chão até a contagem do árbitro terminar a luta.

O cubano super-galo foi bi-campeão mundial amador e medalha de ouro nos Jogos de Sidnei em 2000 e Atenas em 2004. Agora como profissional o pugilista pode ter sua grande chance contra o panamenho Celestino Caballero (33-2, 23 KO's), campeão da categoria pela AMB e FIB.

Apesar do excelente currículo no boxe olímpico, o canhoto Rigondeaux em suas 5 lutas fez apenas 16 assaltos sendo que apenas uma foi “até a distância”, enquanto, duas terminaram no 1° giro. Caballero, conterrâneo do grande Roberto Duran, participou de 216 rounds e está com o título da AMB desde outubro de 2006.


Em 2007 Rigondeaux desertou da ilha de Fidel junto com Erislandy Lara, mas foi devolvido por uma rápida ação do governo brasileiro ao regime comunista. Dois anos depois conseguiu fugir e buscar carreira no profissionalismo se refugiando em Miami.

Guillermo Rigondeaux x Adolfo Landeros - 05/02/2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

E aí, Holyfield?

Evander Holyfield / Divulgação


Na enquete sobre a possibilidade de Evander Holyfield conquistar o cinturão dos peso-pesados aos 47 anos, 11 leitores do blog participaram, destes 3 acreditam que deve conseguir essa marca, enquanto, 8 não esperam que o “Real Deal” bata o recorde de campeão mundial de boxe mais velho da história ostentado hoje por George Foreman que arrematou seu título aos 45 anos em 1994 ao bater Michael Moorer em luta válida pelas coroas da AMB e FIB.

Nenhum dos votantes optou pela aposentadoria de Holyfield. Apesar do pequeno número de leitores que expressou sua opinião é notável ver como esse velho guerreiro ainda tem capacidade para subir no ringue como foi mostrado em dezembro de 2008, em uma luta pelo título da AMB no poder de Nikolay Valuev, na qual superou o gigante russo, mas foi prejudicado pela arbitragem.

Nessa mesma luta se comparada com a apresentação do britânico David Haye que destronou o russo ano passado e agora é o atual campeão da AMB, Holyfield lutou melhor que o súdito da Rainha Elizabeth frente ao golias do leste europeu. O que mostra também que se Haye quer seguir os passos do “Real Deal” subindo de uma trajetória bem sucedida entre os cruzadores para os pesados terá de se esforçar mais.

Hoje com os avanços nas ciências a prevenção e recuperação dos atletas faz com que eles durem mais tempo e se foi possível para Archie Moore e Jersey Joe Walcott se apresentarem em bom nível após os 35 anos nas décadas de 1950 e 1960, porque não dar uma chance ao Holyfield? Ele pode servir como um embaixador do boxe e chamar o público. Romário no futebol se aposentou em uma idade considerada avançada (42 anos), mas nunca deixou de ser uma atração para os torcedores do mesmo jeito do elenco atual do Corinthians com jogadores com idades acima da média.

Quanto aos riscos que o esporte traz, bom, creio que Holyfield sabe disso mais do que nós.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Decisão do título mundial dos meio-pesados da AMB está sob análise

Gabriel Campillo / Divulgação


No sábado Belbuit Shumenov bateu o recorde de pugilista com menos lutas profissionais a conquistar um título mundial ao bater por decisão dividida o espanhol Gabriel Campillo, em Los Angeles, em combate válido pela coroa dos meio-pesados da Associação Mundial de Boxe. O pugilista que tem apenas dez combates no currículo pode perder o título e o recorde após a análise que está sendo feita do vídeo da apresentação pela comissão da AMB.

A imprensa espanhola acusa que o resultado à favor do cazaque foi arranjado e até usou de termos como “roubo” e “vergonha” em seus noticiários. “Toda a controvérsia deve ser analisada com muita discrição pra não afetar as partes interessadas”, pronunciou o vice-presidente executivo da AMB, Gilberto Jesús Mendonza.

O venezuelano Mendonza acredita que a Associação definirá sua colocação em quinze dias, e descarta a possibilidade de uma nova luta. Os árbitros Patricia Jarman e Jerry Roth apontaram 117-111 e 115-113, respectivamente, favorecendo o cazaque, enquanto, Campillo recebeu o placar de 117-111 de Levi Martinez.

O combate era uma revanche, Campillo defendeu o cinturão contra Shumenov em Agosto de 2009. Se a decisão for revertida o recorde de pugilista com o menor número de combates a arrematar uma coroa mundial volta para Michael Spinks que em 1981 fazendo sua 17° luta faturou o mesmo título disputado por Campillo e Shumenov ao bater Eddie Mustafa Muhammad.


Belbut Shumenov / Divulgação

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CBBoxe destrona 15 de seus 17 campeão

Agora o prazo pra defender o título é de 90 dias.


George Arias manteve o cinturão / Divulgação


“Daqui a pouco vou ter vovôs como campeões”, com essa declaração à Folha de S. Paulo, o presidente da Confederação Brasileira de Boxe anunciou a destituição de 15 dos 17 campeões nacionais da entidade e o prazo de 90 dias para a defesa de título. “Não é isso que eu quero. Se for assim, eu prefiro que os títulos nacionais fiquem vagos do que ter campeões de papel”.

A retirada de coroas não foi feita sem aviso prévio, em novembro o site da entidade publicou um edital dando 90 dias para que os pugilistas defendessem seus tronos. O campeão dos pesados George Arias superou Ademar Leonardo Correa em 12 de dezembro, enquanto o campeão dos meio-médios ligeiros, Luciano “Olho de Tigre” Silva nocauteou Evandro Cavalheiro no último dia 31.

Apesar da necessidade de representar seus títulos, os boxeadores brasileiros encontram dificuldades para se apresentar em eventos de qualidade, pois esses são escaços. O cinturão é uma forma também do atleta ter seu currículo valorizado e receber bolsas maiores no país e no exterior.

Luciano "Olho de Tigre" Silva também continua com seu título / Divulgação

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hopkins terá revanche contra Roy Jones Jr.

Roy Jones Jr. / Divulgação


No dia 22 de maio de 1993, o então invicto Roy Jones Jr. bateu por decisão unânime Bernard Hopkins em 12 assaltos em combate válido pelo cinturão vago dos médios da Federação Internacional de boxe. Quase 17 anos depois ambos decidem se encontrar novamente no quadrilátero.

Até dezembro a condição para o combate ocorrer era que Jones Jr. e Hopkins deveriam ganhar seus respectivos combates com adversários considerados inferiores, o segundo conseguiu, já aquele que foi tido como o melhor da década anterior não. Entretanto, os antigos rivais decidiram realizar a revanche no dia 3 de abril, no Mandalay Bay Resort & Casino, em Las Vegas, nos E.U.A.

“Uma revanche contra Roy está na minha mente há muito tempo e, finalmente, vai acontecer. Conquistei muito em minha carreira desde aquela noite de 1993 e vou terminar esta pendência entre mim e Roy de uma vez por todas”, afirmou Hopkins, em um comunicado. Hopkins já foi campeão mundial dos médios e meio-pesados e recebeu os prêmios da Ring Magazine de melhor lutador independente de peso entre 2004 e 2005, e também de lutador do ano de 2001.

Bernard Hopkins tem 45 anos e um cartel com 50 vitórias, 5 derrotas, 1 empate e 32 nocautes. Em dezembro bateu Enrique Ornelas por decisão unânime em 12 rounds. Em seu currículo constam vitórias sobre Kelly Pavlik, Antonio Tarver, Winky Wright, Oscar de La Hoya e Felix Trinidad.

Roy Jones Jr. está com 41 anos e diferente de seu adversário tem sofrido uma queda em seu rendimento nos últimos anos. Em dezembro perdeu por nocaute técnico logo no 1° assalto para o australiano Danny Green.

Suas principais vitórias foram sobre James Toney, Montell Griffin e John Ruiz. Além de ter sido tido como o melhor dos anos 1990 foi campeão mundial dos médios, meio-pesados e pesados. Seu cartel é composto por 54 vitórias, 6 derrotas e 40 nocautes. Conforme a Ring Magazine seu melhor ano foi 1994.

A demora para a revanche ocorrer foi em razão da bolsa que será dividida ao meio entre ambos, porém em caso de nocaute o vencedor leva 60%. Essa luta pode ser considerada o fim para o derrotado e para o vencedor sobram alguns anos de carreira.


Bernard Hopkins / HBO

Pacquiao, o melhor da década

Manny Pacquiao - Issac Brekken AP


O filipino Manny Pacquiao de 31 anos foi considerado o melhor boxeador da primeira década do século XXI pela Boxing Writers Association of America (Associação de Cronistas de Boxe da América), na segunda-feira e também ficou com o título de melhor do ano de 2009.

Com uma carreira iniciada no profissionalismo em 1995, o asiático tem em seu cartel 50 vitórias, 3 derrotas, 2 empates e 38 nocautes. Hoje se apresenta na categoria dos meio-médios (66,7 kg) na qual é campeão pela Organização Mundial de Boxe, após ter superado o porto-riquenho Miguel Cotto em novembro do ano anterior.

Em seu currículo constam nomes respeitáveis como Ricky Hatton, Oscar de La Hoya, David Diaz, Marco Antonio Barrera, Jorge Solis e Erik Morales. Além da coroa dos meio-médios no passado se consagrou campeão em 6 categorias diferentes, o que lhe dá um total de 7 divisões de peso distintas.

Em março sobe ao ringue para encarar Joshua Clottey de Gana, enquanto, o público aguarda seu tão esperado encontro com Floyd Mayweather. Pacquiao afirma que receberá os prêmios pessoalmente no 85° jantar promovido pela entidade, no dia 11 de junho, em Nova York, nos E.U.A.

Com tantos feitos as Filipinas ganham mais um pugilista para entrar entre os grandes nomes da história do esporte. Entre 1923 e 1925 Pancho Villa foi o campeão mundial dos moscas ao destronar Jimmy Wilde e se tornou um dos grandes heróis para os antepassados de Pacquiao.



Pancho Villa / Topical Press Agency - Getty Images

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mosley e Mayweather fecham acordo para lutar

Sugar Shane Mosley


Shane Mosley e Floyd Mayweather fecharam na sexta-feira um acordo para realizar o que será um dos principais combates do ano. Mosley defenderá seu cinturão dos pesos meio-médios versão Associação Mundial de Boxe no dia 1° de maio em um pay-per-view da HBO no hotel MGM Grand em Las Vegas, nos E.U.A.

A luta é uma alternativa para Mayweather que estava cotado para encarar Manny Pacquiao no dia 13 de março, mas o filipino desistiu após ser acusado de conquistar suas vitórias as custas de esteroides anabólicos e se recusar a fazer exames de sangue surpresa. As alegações surgiram de Mayweather e sua equipe.

Floyd Mayweather de 32 anos é conhecido como “Money” (Dinheiro) e “Pretty Boy” (Garoto Bonito), e já conquistou o cinturão mundial em cinco categorias diferentes. Sua carreira começou em 1996, teve uma aposentadoria em 2007 para voltar dois anos depois e bater Juan Manuel Marquez. O pugilista segue invicto com 40 vitórias, sendo 25 por nocaute superou nomes como Arturo Gatti, Zab Judah, Oscar de La Hoya, Carlos Baldomir e Ricky Hatton.

“Sugar” Shane Mosley sobe no ringue com 38 anos, já foi campeão em 3 categorias diferentes e hoje é dono do cinturão dos meio-médios da AMB, conquistado após um nocaute técnico ano passado sobre Antonio Margarito. Dono de 46 vitórias, 39 por nocaute e 5 revezes, o americano tem também em seu currículo nomes como Ricardo Mayorga e Oscar de La Hoya. Sua trajetória no profissionalismo foi iniciada em 1993.




Floyd Mayweather Jr.